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Peru substitui seis ministros após operação na casa da presidente

A presidente do Peru, Dina Boluarte, posa com seus recém-nomeados ministros de estado após uma cerimônia de posse em Lima, Peru, em 1º de abril de 2024 - Sebastian Castaneda/REUTERS
A presidente do Peru, Dina Boluarte, posa com seus recém-nomeados ministros de estado após uma cerimônia de posse em Lima, Peru, em 1º de abril de 2024 Imagem: Sebastian Castaneda/REUTERS

Marco Aquino;

02/04/2024 08h53Atualizada em 02/04/2024 10h38

A presidente do Peru substituiu seis ministros do governo na segunda-feira após eles se demitirem de forma abrupta, em meio a um novo escândalo político envolvendo relógios de luxo que atinge a mandatária, acrescentando mais volatilidade política ao país.

A série de demissões, incluindo a saída do ministro do Interior, segue uma investigação iniciada com base em alegações de enriquecimento ilícito da presidente Dina Boluarte, que está sendo investigada por causa de seus relógios de luxo.

A polícia e os promotores fizeram operações na casa e no escritório da líder peruana no fim de semana em busca de provas da origem de pelo menos três relógios Rolex. Boluarte tem negado qualquer irregularidade e insistido que comprou os relógios com seu próprio dinheiro.

O ministro do Interior, Victor Torres, anunciou sua decisão de renunciar ao cargo na segunda-feira, o que foi seguido pelas renúncias das ministras da Educação e da Mulher. Todos manifestaram apoio a Boluarte, sendo que um deles chamou a batida policial na casa da presidente de "desnecessária" e "excessiva".

"Estou saindo em paz e com as mãos limpas", disse Torres aos repórteres, insistindo que sua renúncia se deveu a "questões familiares e de saúde". As outras duas ministras não deram motivos para suas demissões.

Na noite de segunda-feira, Boluarte anunciou mais três saídas em seu gabinete, incluindo os ministros da Produção, Comércio e Agricultura. Ela nomeou seis novos ministros no total - substituindo cerca de um terço de seu gabinete de 19 autoridades em um único dia.

As demissões ocorrem no momento em que o primeiro-ministro de Boluarte, que assumiu o cargo no mês passado, busca obter um voto de apoio do Congresso, como é de praxe, com o governo da presidente temeroso de que o Legislativo, controlado pela oposição, possa negar apoio ao premiê.

Ex-vice-presidente, Boluarte chegou à Presidência no final de 2022 como a sexta líder do país em seis anos, após a destituição e prisão do presidente Pedro Castillo sob a acusação de rebelião e conspiração.

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