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Milhares de pessoas se manifestam na Europa em apoio à Ucrânia, no dia em que guerra completa dois anos

24/02/2024 16h04

Milhares de pessoas manifestaram seu apoio à Ucrânia no sábado (24) na Europa, no segundo aniversário da invasão russa, mas, de acordo com uma pesquisa, apenas uma pequena parte da opinião pública europeia acredita em uma vitória de Kiev.

Na Alemanha, cerca de 5 mil pessoas, segundo a polícia, se manifestaram em Berlim carregando bandeiras ucranianas ou faixas onde estava escrito "Defenda a Ucrânia" ou "Arme a Ucrânia agora".

O mesmo número de pessoas protestou também em Colônia e milhares de outros foram registados em Frankfurt, Munique e Stuttgard.

"O nosso lugar nesta luta pela liberdade é ao lado de nossos amigos ucranianos", disse o prefeito de Berlim, Kai Wegner, em discurso na manifestação.

O Portão de Brandemburgo, que durante a Guerra Fria ficava ao longo do muro que dividia a Berlim em duas, será iluminado nesta noite com as cores amarela e azul da Ucrânia.

"O Ocidente deve fazer mais para apoiar a Ucrânia", disse à AFP Achem Lobreuer, um engenheiro de 58 anos que se manifestou em Frankfurt.

"Se tivermos mais armas, poderemos proteger-nos e também recuperar os territórios conquistados" pela Rússia no leste da Ucrânia, acrescenta Maksym Godovnikov, um ucraniano de 38 anos.

"Putin assassino"  

Na França, milhares de pessoas também desfilaram para mostrar seu apoio a Kiev, gritando "Putin assassino!" ou "Rússia fora da Ucrânia!".

Em Paris, Lille (norte), Rouen (oeste), Nice ou Toulouse (sul), ucranianos e franceses, muitas vezes envolvidos na bandeira amarela e azul da Ucrânia, reuniram-se para expressar sua solidariedade, mas também sua preocupação pela situação das forças armadas ucranianas. Sem armas e munições, os militares estão numa posição difícil para enfrentar as tropas russas.

No Reino Unido, milhares de pessoas também se reuniram no Hyde Park para se manifestar em Trafalgar Square num mar de bandeiras ucranianas.

Coroa de flores na cabeça, Anna Gyev, uma ucraniana de 16 anos, que veio com a mãe, quer "mostrar às pessoas que a guerra não acabou (...) pessoas ainda morrem, crianças ainda morrem, por causa do terrorismo" da Rússia.

Tania Zubashenko, uma ucraniana de 54 anos, 25 vivendo no Reino Unido, lembra que "morrem pessoas todos os dias" e lamenta que "o Ocidente infelizmente não fornece armas suficientes".

Na Suécia, milhares de pessoas se manifestaram em Estocolmo sob o lema "Rússia fora da Ucrânia". "É importante mostrarmos o nosso apoio à Ucrânia e à sua difícil luta", disse Anders Engström, 61 anos, à AFP.

Também ocorreram protestos em Belgrado, onde várias centenas de cidadãos sérvios e russos, tendo escolhido o exílio após a eclosão da guerra na Ucrânia, juntaram-se a uma manifestação liderada pelo embaixador ucraniano.

 Na Itália, algumas centenas de pessoas participaram, em Milão (norte), de uma manifestação denominada "Vitória pela Paz", por iniciativa de associações pró-ucranianas. Na Grécia, quatrocentas pessoas reuniram-se no centro de Atenas.

Leia tambémDois anos da invasão russa na Ucrânia: a guerra onde todos perdem e cujo futuro está nas mãos do Congresso dos EUA

Pessimismo dos europeus  

Apesar desta mobilização, os cidadãos europeus estão pessimistas quanto às possibilidades de a Ucrânia vencer a guerra contra a Rússia, de acordo com uma pesquisa de opinião realizada em 12 países da UE, publicada esta semana.

Realizado pelo grupo de reflexão Conselho Europeu de Relações Internacionais (ECFR), o estudo indica que apenas 10% dos entrevistados preveem uma vitória da Ucrânia.

Cerca de 20% antecipam uma vitória da Rússia, enquanto 37% acreditam que a guerra terminará com alguma forma de "compromisso".

No entanto, 41% dos entrevistados pensam que a UE deveria "aumentar" ou "manter" seu apoio à Ucrânia nos níveis atuais, no caso de um fim do apoio dos EUA sob uma possível presidência de Trump.

Na própria Alemanha, um país na vanguarda da ajuda à Ucrânia, após dois anos de guerra, apenas 25% da população acredita numa vitória de Kiev, enquanto 40% pensa o contrário.

(Com informações da AFP) 

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