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15 dias

Otan pede à Rússia para garantir livre acesso a portos ucranianos do mar de Azov

16/04/2021 17h45

Bruxelas, 16 Abr 2021 (AFP) - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) expressou nesta sexta-feira (16) sua "preocupação" com as manobras marítimas perto da Crimeia, península ucraniana anexada pela Rússia, e exigiu que o Kremlin garanta "o livre acesso" aos portos ucranianos do mar de Azov.

"Pedimos à Rússia para garantir o livre acesso aos portos ucranianos do mar de Azov e facilitar a liberdade de navegação", disse em nota um porta-voz da Aliança Atlântica.

Restringir o acesso a algumas regiões do mar Negro e ao Estreito de Kertch (que o une com o mar de Azov) constituiria "uma ação injustificada" que surge do "comportamento desestabilizador da Rússia", continua a nota.

O porta-voz da Otan pede também uma "desescalada imediata" da Rússia nesta região que vive novamente fortes tensões.

A Rússia limitará até outubro a navegação de embarcações militares e oficiais estrangeiros em três regiões da Crimeia, uma delas situada nas águas da península de Kertch, informou nesta sexta-feira o Ministério da Defesa russo.

Esta região é a que causa mais polêmica porque a passagem entre os mares Negro e de Azov tem uma importância crucial para as exportações de cereais e de aço produzidos na Ucrânia.

"No passado a Rússia já atacou navios ucranianos e ameaçou o tráfego marítimo internacional no mar Negro, concretamente no estreito de Kertch", disse à imprensa o porta-voz do Pentágono, John Kirby.

Confrontos ocorreram no passado nesse Estreito de Kertch, cujo controle é reivindicado por Moscou após a anexação da Crimeia em 2014. Em 2018, a Rússia tomou três navios militares ucranianos por lá.

As tensões russo-ucranianas aumentam há várias semanas. A Ucrânia acusa a Rússia de buscar um pretexto para invadi-la e a Rússia acusa a Ucrânia de preparar uma ofensiva contra os separatistas pró-russos do leste ucraniano.

Para a Otan, as manobras marítimas da Rússia e a presença militar russa reforçada na Crimeia "constituem novas ameaças para a independência da Ucrânia e comprometem a estabilidade da região em seu conjunto".

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