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Em busca de ministério, bancada da bala faz 1ª reunião com gestão Bolsonaro

Bolsonaro assinou novo decreto para flexibilizar regras sobre armas no dia 7 de maio de 2019 - WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL
Bolsonaro assinou novo decreto para flexibilizar regras sobre armas no dia 7 de maio de 2019 Imagem: WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL
do UOL

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

03/06/2020 13h43Atualizada em 03/06/2020 13h43

A chamada bancada da bala no Congresso, base de apoio bolsonarista, marcou para amanhã (4) a primeira reunião com o governo, desde que Jair Bolsonaro (sem partido) assumiu a Presidência.

Formado por ceca de 300 parlamentares, o grupo reclama da falta de prestígio, já cogitou abandonar o governo e desde a saída do ex-ministro Sergio Moro, em abril, pleiteia a recriação do Ministério da Segurança Pública e quer indicar seu titular.

O encontro está marcado para às 10h de amanhã, com o ministro Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), no Palácio do Planalto. Em seguida devem se encontrar com o presidente. O grupo tenta emplacar no cargo o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), amigo de Bolsonaro e ex-coordenador da bancada.

Líder da Frente Parlamentar de Segurança Pública, o deputado Capitão Augusto (PL-SP argumenta em defesa da recriação da pasta que as áreas da saúde e da educação "têm ministério e dotação orçamentárias próprias".

É um ótimo gesto para o governo demonstrar esse interesse na área da segurança, já que o Bolsonaro sempre foi da bancada da segurança
Capitão Augusto (PL-SP), líder da Frente Parlamentar de Segurança Pública, a chamada bancada da bala

Desde o início do governo Bolsonaro, a bancada relatou incômodo com a postura do presidente e reclamava da falta de prestígio. O desgaste fez a bancada preferir se alinhar mais a Moro do que a Bolsonaro no começo do ano.

Devem participar do encontro, além de Augusto, os deputados Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM), Capitão Wagner (Pros-CE), Sargento Fahur (PSD-PR) e Hugo Leal (PSD-RJ).

Base de apoio

O líder da bancada disse que a negociação do novo ministério não passa pela troca de cargos que o Planalto faz com o centrão. Para ele, a recriação da pasta, extinta na gestão Bolsonaro, ajudará nos efeitos pós-pandemia.

"O problema que virá na parte da economia em decorrência da pandemia, com certeza absoluta virá também problema da segurança. O histórico diz para nós que quando há crise econômica há aumento da criminalidade de forma geral", afirmou Augusto.

A bancada, diz Augusto, nunca foi chamada para ir ao Planalto apesar de manter apoio em votações e defender o governo. O único ato público que participou, foi durante a assinatura de um decreto de armas, em maio do ano passado. Na ocasião não tiveram discussão além da cerimônia.

Com a queda do ex-juiz da Lava Jato, o grupo discutiu o desembarque do governo, mas decidiu permanecer e passou a pleitear a recriação do Ministério da Segurança Pública. A frente parlamentar emitiu nota de apoio ao governo.

"A gente vai explanar a questão da criação do ministério da Segurança, as nossas justificativas, e provavelmente a gente deve descer para conversar com o presidente Jair Bolsonaro, abrindo espaço na agenda, a gente conversa com ele", afirmou Augusto.

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