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Apoio de Bloomberg à tributação de operações desagrada investidores de Wall Street

19/02/2020 16h58

Por Michelle Price e Pete Schroeder

WASHINGTON (Reuters) - A decisão do pré-candidato presidencial Michael Bloomberg de apoiar uma tributação sobre operações com ativos financeiros representa um golpe para Wall Street que via o democrata moderado como um aliado em potencial, disseram analistas e lobistas.

Na terça-feira, o ex-prefeito de Nova York e ex-investidor de Wall Street, que fez sua fortuna de 60 bilhões de dólares no mundo das finanças, propôs a adoção de um tributo de 0,1% nas transações com ações, títulos e derivativos como parte de uma agenda mais ampla de serviços financeiros.

A decisão de Bloomberg de endossar a tributação provavelmente o colocará em choque com firmas de Wall Street que estão combatendo essa política, muitas delas clientes que o ajudaram a amealhar a fortuna com a qual financia sua companhia. Uma porta-voz de Bloomberg não forneceu comentários de imediato.

"É digno de nota que um candidato que se apresenta como um empresário centrista tenha guinado tanto para a esquerda", disse Brian Gardner, diretor-gerente da corretora Keefe, Bruyette & Woods em uma nota a analistas.

Gardner acrescentou que a decisão de Bloomberg de apoiar a tributação significa que a proposta se tornou mais hegemônica nos círculos democratas. "Ela provavelmente continuará nas manchetes depois da eleição de 2020."

Visto durante muito tempo como algo digno de repúdio, a tributação sobre operações ganhou ímpeto devido à ascensão de ativistas progressistas, como os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren, que prometem financiar políticas sociais com um "imposto sobre Wall Street".

Ex-prefeito de uma cidade de Indiana, Pete Buttigieg também lista essa tributação entre suas políticas, e o ex-vice-presidente Joe Biden expressou um apoio relutante à ideia.

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC

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