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Luciano Huck sobre morte de menina no RJ: "Chuva de tiros não é o caminho"

Agatha Félix morreu na noite de sexta-feira atingida por tiro durante operação policial - Voz das Comunidades
Agatha Félix morreu na noite de sexta-feira atingida por tiro durante operação policial Imagem: Voz das Comunidades
do UOL

Do UOL, em São Paulo

21/09/2019 21h57

Luciano Huck se manifestou sobre a morte da pequena Ághata Félix, de 8 anos, ocorrida ontem à noite no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, e afirmou que a "chuva de tiros não é o caminho" para a segurança pública.

"Ághata, tinha 8 anos, estava a caminho de casa na Favela da Fazendinha (RJ), morreu com um tiro nas costas. Uma tristeza. Me coloco no lugar da família. Chuva de tiros não é o caminho", defendeu Huck.

Segundo o jornal "Folha de S. Paulo", o apresentador e empresário, que esteve perto de concorrer ao Planalto em 2018, vem intensificando a sua movimentação política nos últimos meses, em sinal de que a candidatura é uma vontade mais do que nunca. (Leia a matéria completa aqui)

Criança estava dentro de kombi

Uma operação policial no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, terminou com a morte de uma criança de 8 anos e causou protestos contra o governador Wilson Witzel.

De acordo com relato de moradores, Ághata Vitória Sales Félix estava dentro de uma Kombi junto ao avô quando foi atingida por um tiro de fuzil. Ela chegou a ser levada para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, também zona norte, mas teve a morte confirmada no local.

Testemunhas apontam que os policiais perseguiam uma moto quando houve o disparo que atingiu a criança.

Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar, informou que as equipes da UPP Fazendinha foram atacadas de forma simultânea dentro da comunidade e revidaram. O comunicado informa ainda que será aberto um procedimento pela Coordenadoria de Polícia Pacificadora para apurar o caso.

Nas redes sociais, diversos protestos foram direcionados ao governador Wilson Witzel, com a hashtag #ACulpaÉdoWitzel em primeiro lugar nos trending topics.

Repercussão entre políticos e famosos

Fernando Haddad não economizou nas críticas e chamou de "assassino" o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC).

"Fora Witzel: Tenho evitado tuitar esses dias. Coisas absurdas acontecendo. Mas, com toda sinceridade, eu realmente penso que há razões de sobra para que se peça o impeachment de Witzel. Ele é o grande responsável pelas atrocidades que se cometem no Rio de Janeiro. Um assassino!", escreveu ele, no Twitter, hoje à tarde.

No Facebook, Caetano Veloso compartilhou texto onde reafirma o "luto pelo Rio" e questiona "até quando seremos vítims da política de segurança do nosso país".

"O que você vê como segurança pública? Ághata Vitória, uma criança de apenas 8 anos de idade, foi assassinada pela política de segurança do nosso país. Ela estava dentro de uma Kombi, no Complexo do Alemão, no momento em que foi alvejada nas costas por um tiro de fuzil. Isso é inaceitável! Até quando seremos vítimas."

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