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Procurador não encontrou evidências de conluio da campanha de Trump com a Rússia

Olivier Douliery/EFE
1.fev.2019 - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participa de uma reunião para discutir o tráfico de pessoas no sul da fronteira Imagem: Olivier Douliery/EFE

2019-03-24T17:34:00

24/03/2019 17h34

O relatório do procurador especial Robert Mueller sobre uma suposta intromissão russa nas eleição americana de 2016 não encontrou evidências de conluio da campanha do presidente Donald Trump com a Rússia, informou o Departamento de Justiça neste domingo.

Mueller também se esquivou de afirmar que Trump obstruiu a justiça, de acordo com um resumo apresentado ao Congresso pelo procurador-geral Bill Barr.

"Embora este relatório não conclua que o presidente tenha cometido um crime, ele também não o inocenta", disse Barr, citando o relatório de Mueller.

Barr disse que a investigação não recomendou nenhuma outra acusação e não tem nenhuma acusação em aberto.

Em sua própria análise das descobertas de Mueller sobre obstrução - uma das alegações mais explosivas contra Trump - Barr disse que "as evidências ... não são suficientes para estabelecer que o presidente cometeu obstrução da justiça".

A carta de Barr ressaltou a conclusão da investigação de 22 meses de Mueller, ex-diretor do FBI, sobre as alegações de que a campanha eleitoral de Trump coordenou e colaborou com os russos para manipular o voto de 2016 para que o bilionário magnata do setor imobiliário vencesse.

Barr aponta, contudo, o início de uma nova fase, a determinação dos democratas no Congresso de investigar Trump, usando as evidências da investigação de Mueller.

"Parece que o Departamento de Justiça está colocando as questões na corte do Congresso", tuitou o deputado democrata Jerry Nadler, presidente do Comitê Judiciário da Câmara.

"O procurador especial Mueller, de forma clara e explícita, não está inocentando o presidente, e precisamos ouvir de Barr sobre sua tomada de decisão e ver todas as evidências subjacentes para o povo americano saber todos os fatos", afirmou.

Em sua primeira reação sobre detalhes divulgados acerca do relatório, a Casa Branca afirmou neste domingo que o presidente havia sido completamente inocentado.

"O conselho especial não encontrou nenhum conluio e não encontrou obstrução", disse a porta-voz Sarah Sanders em comunicado. "As conclusões do Departamento de Justiça são uma total e completa exoneração do presidente dos Estados Unidos".

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