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Filho de Lula terá que manter distância de ex após acusação de violência

do UOL

Do UOL, em São Paulo

03/04/2024 10h59Atualizada em 03/04/2024 13h05

O Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu medida protetiva à ex-companheira do filho caçula do presidente Lula (PT), Luis Cláudio Lula da Silva, acusado de violência doméstica. Em nota, a defesa disse que a denúncia é "inverídica" e "fantasiosa".

O que aconteceu

TJ proibiu que Luis Cláudio fique a menos de 200 metros da mulher e determinou que ele saia da casa onde moram juntos. Ele também não pode contatar a ex-companheira por telefone e redes sociais; ou frequentar os locais de trabalho e estudo dela.

Filho do presidente e autora da acusação tiveram união estável por dois anos. À polícia, ela contou ter sofrido uma cotovelada na barriga, recebido xingamentos e agressões. A mulher também disse ter sido exposta a ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), que ele teria contraído após fazer sexo desprotegido com outras pessoas.

Ex dele disse não ter registrado boletim de ocorrência por sofrer intimidações. "Meu pai vai me proteger e [você] vai sair perdendo", teria dito Luis Cláudio.

TJ-SP considerou denúncia coerente e verossímil. O Tribunal concedeu as medidas de proteção até que haja atualizações do inquérito policial.

Luis Cláudio nega as acusações. "Tomamos conhecimento das fantasiosas declarações que teriam sido proferidas pela médica, atribuindo ao nosso cliente inverídicas e fantasiosas agressões", escreveu a advogada Carmen Silva Costa Ramos Tannuri, que o representa, em nota.

Defensora disse que vai tomar as medidas legais pertinentes. Segundo ela, as "mentiras são enquadráveis nos tipos de delitos de calúnia, injúria e difamação, além de responder por reparação por danos morais".

Vítima pediu nas redes sociais que o presidente Lula e sua família não sejam responsabilizados. "Parem de responsabilizar os familiares por maldades de um homem adulto de 40 anos. São pessoas totalmente diferentes", escreveu. A publicação foi excluída minutos depois.

Delegacia de Defesa da Mulher investiga o caso. Os crimes denunciados foram violência doméstica, ameaça, violência doméstica e outros. Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) disse que os agentes estão fazendo diligências para esclarecer os fatos.

Não tolere violência, saiba como procurar ajuda

O Ligue 190 é o número de emergência indicado para quem estiver presenciando uma situação de agressão. A Polícia Militar poderá agir imediatamente e levar o agressor a uma delegacia.

Também é possível pedir ajuda e se informar pelo número 180, do governo federal, criado para mulheres que estão passando por situações de violência. A Central de Atendimento à Mulher funciona em todo o país e também no exterior, 24 horas por dia. A ligação é gratuita.

O Ligue 180 recebe denúncias, dá orientação de especialistas e encaminhamento para serviços de proteção e auxílio psicológico. Também é possível acionar esse serviço pelo WhatsApp, no número (61) 99656-5008.

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