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Biden confirma que não enviará soldados dos EUA à Ucrânia

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos - Bonnie Cash - 12.abr.2024/Reuters
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos Imagem: Bonnie Cash - 12.abr.2024/Reuters

25/05/2024 17h13

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reiterou neste sábado (25) sua recusa em enviar soldados americanos para a Ucrânia, ao mesmo tempo em que destacou a liderança global de Washington, respondendo implicitamente às acusações de fraqueza feitas por seu rival republicano Donald Trump.

"Não há soldados americanos em guerra na Ucrânia. Estou decidido a que continue assim, mas nos mantemos firmes com a Ucrânia e estaremos com eles", disse o democrata, dirigindo-se aos formandos da academia militar de West Point.

O presidente russo, Vladimir Putin, a quem Biden descreveu como "um tirano brutal", "tinha certeza de que a Otan se fraturaria" após invadir seu vizinho do Leste Europeu em fevereiro de 2022, disse Biden. "Em vez disso, a maior aliança de defesa da história do mundo está mais forte do que nunca", afirmou.

O Congresso americano aprovou em abril um acordo de ajuda militar para Kiev no valor de US$ 61 bilhões (R$ 314 bilhões), após meses de disputas enquanto as forças ucranianas enfrentavam reveses no campo de batalha devido à escassez de munições e fundos.

Desde então, Biden ordenou o envio de cinco pacotes de ajuda militar à Ucrânia, enquanto a Rússia intensifica sua ofensiva na província de Kharkiv.

Biden também elogiou o papel dos Estados Unidos no Oriente Médio e ressaltou que Washington está conduzindo uma "diplomacia urgente" para garantir um cessar-fogo e trazer de volta para casa os reféns mantidos pelo grupo palestino Hamas.

"Graças às forças armadas americanas, estamos fazendo o que só os Estados Unidos podem fazer como nação indispensável, a única superpotência do mundo", disse.

Biden, em campanha para a reeleição em novembro, também instou os cadetes a cumprirem seu juramento "não a um partido político, não a um presidente, mas à Constituição dos Estados Unidos da América, contra todos os inimigos, estrangeiros e domésticos". Ele os chamou de "guardiões da democracia americana".

"A liberdade requer vigilância constante", acrescentou Biden, que em seus comícios destaca o perigo que Donald Trump representa para a democracia.

O candidato republicano prometeu tomar medidas enérgicas contra o "inimigo interno" se vencer as eleições e evitou descartar a violência política se perder.

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