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Fazendeiro desolado lamenta perdas de animais e sonhos nas enchentes do RS

15/05/2024 17h23

Por Lisandra Paraguassu e Leonardo Benassatto

PORTO ALEGRE (Reuters) - O desespero nos olhos de Nilton Muradaz Junior é inconfundível enquanto ele observa o vasto lago que já foi sua fazenda, mas agora exibe poucos sinais dos animais, equipamentos e estruturas que ele perdeu nas enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul.

“Um sonho, uma vida que a gente deposita aí dentro, ser levado dessa forma é desolador. Não tenho nem palavras”, disse Muradaz, cujo rebanho de gado foi reduzido de 33 a apenas 13 cabeças. Somente quatro dos seus 20 cavalos puro-sangue sobreviveram.

Fortes chuvas no Rio Grande do Sul fizeram com que rios e lagos atingissem seus níveis mais altos em todos os tempos, matando 149 pessoas e desalojando outras 538.000, segundo as autoridades.

“Não é só uma perda financeira, mas é sentimento que você coloca plantando uma muda, um cavalinho que você tinha e se afetuava mais, e agora não tem. Eu nem consigo me expressar”, disse Muradaz.

Ele disse que não sabe sequer por onde começar a reconstruir sua vida até conseguir avaliar todos os danos causados pelas enchentes.

“As pessoas precisam se conscientizar (da preservação ambiental) de uma forma mais rápida possível para que a gente ainda tenha chance de que isso não aconteça novamente de uma forma ainda mais grave”, disse.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu e Leonardo Benassatto)

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