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Congresso dos EUA aprova pacote de ajuda à Ucrânia

Vista do prédio do Congresso dos Estados Unidos, em Washington. Democratas são favoritos para controlar Senado, mas resultados podem demorar - Graeme Sloan/Sipa USA
Vista do prédio do Congresso dos Estados Unidos, em Washington. Democratas são favoritos para controlar Senado, mas resultados podem demorar Imagem: Graeme Sloan/Sipa USA

Da AFP

23/04/2024 23h20

O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira um pacote de ajuda militar e econômica de 61 bilhões de dólares para a Ucrânia, após meses de negociações.

A ajuda, de 95 bilhões de dólares no total, que inclui verbas para Israel, Taiwan e um ultimato ao TikTok, obteve amplo apoio no Senado americano, após ser aprovado, dias atrás, na Câmara dos Representantes.

Controlado pelos democratas, o Senado aprovou o pacote mais amplo com apoio bipartidário, por 79 votos a 18. O texto inclui uma assistência humanitária para a Faixa de Gaza, o Sudão e o Haiti.

"Finalmente, depois de mais de seis meses de trabalho árduo e muitas reviravoltas, os Estados Unidos enviam uma mensagem ao mundo: não lhes daremos as costas", disse o líder democrata Chuck Schumer, antes da votação.

O líder republicano Mitch McConnell saudou a votação como "um dia extremamente importante na história do nosso país e do mundo livre".

O pacote passa agora às mãos do presidente americano, Joe Biden, que disse esperar que o país comece a enviar armas e equipamentos para a Ucrânia ainda nesta semana.

"Assinarei esse projeto de lei e me dirigirei ao povo americano assim que ele chegar ao meu gabinete, amanhã, para que possamos começar a enviar armas e equipamentos nesta semana", declarou Biden, para quem a aprovação do Congresso mostra que os Estados Unidos "apoiam firmemente a democracia e a liberdade, contra a tirania e a opressão".

O Exército ucraniano enfrenta uma escassez de soldados e de munições que o enfraquece diante da pressão constante das tropas russas no leste. A situação na frente de batalha pode piorar em meados de maio e início de junho, que será um "período difícil", alertou na segunda-feira o chefe da inteligência militar ucraniana, Kirilo Budanov.

O plano de ajuda também autoriza Biden a confiscar e vender ativos russos para que possam ser utilizados para financiar a reconstrução da Ucrânia, uma ideia que ganha apoio em outros países do G7.

O Congresso dos Estados Unidos não aprovava um pacote de ajuda para Kiev há quase um ano e meio.

"Agradeço ao líder da maioria democrata, Chuck Schumer, e ao líder republicano, Mitch McConnell, por sua liderança firme na aprovação dessa legislação bipartidária, bem como a todos os senadores de ambos os partidos que votaram a favor", publicou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em redes sociais. 

"Também aprecio o apoio do presidente Biden e espero a pronta ratificação da lei", acrescentou.

cjc/nn/atm/lb/fp

© Agence France-Presse

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