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'Não foi apenas um erro', diz líder de ONG atacada por Israel na Faixa de Gaza

Carcaça do carro usado pelo grupo de ajuda mundial World Central Kitchen, com sede nos EUA, que foi atingido por um ataque israelense no dia anterior em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza - -/AFP
Carcaça do carro usado pelo grupo de ajuda mundial World Central Kitchen, com sede nos EUA, que foi atingido por um ataque israelense no dia anterior em Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza Imagem: -/AFP

03/04/2024 12h32

O chef espanhol José Andrés, fundador da ONG que foi alvo de um ataque aéreo de Israel na Faixa de Gaza, rebateu o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ao dizer que a ofensiva "não foi apenas um erro infeliz".

Sete funcionários da World Central Kitchen (WCK) foram assassinados em um bombardeio promovido pelas forças israelenses na última terça-feira (2). As vítimas foram três cidadãos britânicos, um palestino, uma australiana, um polonês e um canadense-americano.

O premiê do país prometeu uma investigação sobre a ofensiva, mas minimizou o assunto ao dizer que "isso acontece na guerra".

O político ainda defendeu que as forças do país "atingiram sem intenção pessoas inocentes".

"Os ataques aéreos ao nosso comboio não foram apenas um erro infeliz que aconteceu no nevoeiro do conflito: é um ataque direto a veículos claramente marcados, cujos movimentos eram conhecidos pelas forças israelenses. A comida não é uma arma de guerra, eles devem parar de matar civis e trabalhadores humanitários e iniciarem a longa jornada rumo a paz", afirmou Andrés em entrevista à mídia de Israel.

De acordo com estimativas, até o fim de março, a WCK forneceu mais de 40 milhões de refeições na Faixa de Gaza, além de ter distribuído alimentos lançados de paraquedas por países estrangeiros ou transportados por mar pela ONG Open Arms. Em contrapartida, a entidade foi forçada a suspender suas atividades no enclave depois do mortal ataque.

"Nas piores condições, depois do pior ataque terrorista da sua história, chegou a hora de aparecer o melhor de Israel: deveria abrir rotas terrestres para a introdução de alimentos e medicamentos. Conhecemos os israelenses, no fundo eles sabem que a comida não é uma arma de guerra. Israel é melhor do que a forma como esta guerra vem sendo travada. É melhor do que negar comida e medicamentos aos civis", acrescentou.

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