Topo
Notícias

Conteúdo publicado há
1 mês

Advogado de Navalny é brevemente detido em Moscou

A detenção de Vasily Dubkov foi informada pelo jornal Novaya Gazeta Europe e pelo veículo de notícias Sota - Sefa Karacan / Agência Anadolu via Getty Images
A detenção de Vasily Dubkov foi informada pelo jornal Novaya Gazeta Europe e pelo veículo de notícias Sota Imagem: Sefa Karacan / Agência Anadolu via Getty Images

27/02/2024 14h24

(Reuters) - Um advogado do falecido político da oposição russa Alexei Navalny, que acompanhou a mãe de Navalny na semana passada quando ela apelou às autoridades para a devolução do corpo dele, foi brevemente detido nesta terça-feira em Moscou, segundo a mídia russa.

O advogado, Vasily Dubkov, afirmou mais tarde ao canal de notícias independente Verstka que havia sido libertado. Verstka disse que ele não comentou o motivo da detenção, mas declarou que era uma obstrução à sua atividade como advogado.

Com a ajuda de Dubkov, a mãe de Navalny, Lyudmila, conseguiu obter a liberação do corpo do filho no sábado passado, oito dias depois de ele ter morrido repentinamente numa colônia penal no Ártico.

Ela já havia acusado os investigadores de tentarem "chantageá-la", retendo o corpo, a menos que ela concordasse em enterrá-lo sem um funeral público, o que ela se recusou a aceitar.

O porta-voz do presidente Vladimir Putin considerou essa alegação absurda e disse que o Kremlin não tem envolvimento nos acordos sobre Navalny.

A porta-voz de Navalny afirmou nesta terça-feira que sua equipe até agora não conseguiu encontrar um salão funerário ou outro local onde as pessoas pudessem prestar suas homenagens a ele. Segundo ela, um local lhes disse que “as agências funerárias estavam proibidas de trabalhar conosco”.

Navalny, de 47 anos, cumpria pena de mais de três décadas por acusações de fraude e extremismo que, segundo ele, foram forjadas para silenciá-lo. O Kremlin rejeitou as acusações da família e dos apoiadores de Navalny de que Putin mandou matá-lo.

Três dos advogados de Navalny foram detidos em outubro passado por suspeita de pertencerem a um “grupo extremista”, e outros dois foram colocados em uma lista de procurados.

(Reportagem da Reuters)

Notícias