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Ministro da Defesa teve encontro com Moraes para costurar trégua

21.mar.2019 - O ministro Alexandre de Moraes durante sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a presidência do ministro Dias Toffoli Imagem: Pedro Ladeira - 21.mar.2019/Folhapress
Carla Araújo

Do UOL, em Brasília

02/06/2020 15h49

Após uma crise instalada a partir do inquérito aberto pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que apura fake News e que atingiu aliados do presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, entrou no circuito e costurou uma espécie de trégua.

Azevedo aproveitou que cumpriria agenda nesta terça-feira em São Paulo e ontem à noite foi até a casa do ministro na capital paulista. Segundo auxiliares, a conversa tratou de diversos assuntos e foi "bastante amistosa".

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro vai participar virtualmente da posse de Moraes como membro efetivo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Azevedo foi assessor do atual presidente do STF, ministro Dias Toffoli, e tem um relacionamento com Moraes desde a época da Olimpíada, e, 2016. Na ocasião, o general era Comandante Militar do Leste e Moraes era o ministro da Justiça e Segurança Pública.

O ministro da Defesa foi alvo de críticas por membros do Judiciário por ter participado do sobrevoo com presidente Bolsonaro no último domingo, mas, segundo interlocutores, Azevedo foi checar as condições de segurança e não ficou para a manifestação de apoiadores de Bolsonaro. Oficialmente, a atribuição da segurança presidencial é de responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI)

Agenda

Azevedo participou nesta manhã de uma visita ao Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, e depois de uma videoconferência com os Comandos Conjuntos, sobre a Operação Covid - 19, no mesmo local. No início da tarde, o ministro voltou a Brasília,

Crise com STF

Na semana passada, Bolsonaro criticou a operação deflagrada pela Polícia Federal no inquérito das fake news, determinada pelo ministro do STF, que teve como alvo apoiadores e aliados do presidente.

Antes, o presidente já havia feito críticas quando Moraes barrou a posse de Alexandre Ramagem no comando da Polícia Federal.

Além de Moraes, Bolsonaro tem feito críticas às últimas decisões do decano da Corte, ministro Celso de Mello, que apura suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, acusação feita pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro.

Celso de Mello também foi o responsável por dar publicidade ao vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.

Hoje, o ministro negou o pedido feito por partidos de oposição para apreensão do celular do presidente, mas fez críticas a postura de Bolsonaro, que já havia dito que se negaria a entregar seu telefone.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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