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Como a entrada de Rossi ajudou a definir o título para o Vasco

18/02/2019 00h30

É possível um jogador dar apenas um passe certo em todo o jogo e ser um dos principais jogadores em uma vitória do seu time, mesmo que este não tenha sido uma assistência? É sim, e foi exatamente o que Rossi fez neste domingo, na vitória do Vasco sobre o Fluminense por 1 a 0, que lhe rendeu o título de campeão da Taça Guanabara.

O jogador entrou no intervalo da partida, com o placar em 0 a 0, substituindo Bruno César. A mudança fez com que Pikachu passasse a atuar centralizando, com o estreante caindo pelo lado direito. Com o Tricolor tendo 71,9% da posse de bola, o atacante foi pouco acionado no jogo, dando apenas um passe certo, outro errado e finalizando uma vez, mas em impedimento. Sua participação fundamental, no entanto, foi sem a bola.

Para tentar dificultar a saída de bola da equipe de Fernando Diniz, Alberto Valentim decidiu adiantar sua segunda linha e pressionar o Flu ainda em seu campo defensivo. Sem a bola, o Vasco se posicionou num 4-1-4-1 com Lucas Mineiro avançando pela esquerda e Raul ficando mais recuado. Na direita, Rossi era o responsável por exercer essa pressão. E foi quando ele passou a funcionar.

Um pouco antes do gol de Danilo Barcelos, aos 35 minutos do segundo tempo, o Cruzmaltino conseguiu forçar o erro do time das Laranjeiras na saída de bola. A primeira, com Rossi pressionando o goleiro Rodolfo. Na segunda, com Maxi López, também pela direita, forçou Digão a mandar a bola para a lateral. Na terceira, novamente com Rossi, o jogador ganhou a bola de Marlos e sofreu a falta que originou o gol do título.

Com a bola em menos de 30% do tempo de jogo, o Vasco teve que aprender a vencer sem ela, assim como já havia feito no primeiro clássico contra o Fluminense. Nesse caso, a velocidade e a entrega de Rossi na marcação foram fundamentais para o triunfo vascaíno.

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