Ataque com drone contra hospital no Sudão deixa 70 mortos, diz OMS

Um ataque com drone realizado no sábado (25) contra o principal hospital de El Fasher, uma cidade do Sudão localizada na região de Darfur, sitiada por paramilitares, deixou 70 mortos e 19 feridos, declarou neste domingo (26) o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde).
"O terrível ataque contra o hospital saudita de El Fasher, no Sudão, deixou 70 mortos entre pacientes e seus acompanhantes, e 19 feridos", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma mensagem publicada na rede social X. "No momento do ataque, o hospital estava cheio de pacientes recebendo tratamento", acrescentou.
No sábado, uma fonte médica e o comitê de resistência local, parte de uma rede nacional que coordena ajuda em tempos de guerra, haviam divulgado um balanço de 67 mortos.
O bombardeio destruiu o prédio onde ficava a emergência, informou uma fonte da equipe médica do hospital. Segundo ela, o mesmo local foi atingido por um drone semanas atrás.
Ghebreyesus alertou que o acesso à atenção médica em El Fasher "já está severamente limitado", com a maioria das instalações fechadas devido aos intensos combates.
O hospital saudita, que é "o único hospital em operação de El Fasher, oferece serviços de ginecologia, obstetrícia, medicina interna, cirurgia e pediatria, além de um centro de nutrição", disse Ghebreyesus.
Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores saudita condenou o ataque à unidade médica como uma "violação do direito internacional e do direito internacional humanitário" e pediu a "proteção aos trabalhadores médicos e humanitários".
O Sudão está mergulhado em uma guerra entre os paramilitares das Forças de Apoio Rápido, dirigidas pelo general Mohamed Hamdan Daglo, e o Exército sudanês, comandado pelo general Abdel Fatah al-Burhan, que dirige de fato o país, um dos mais pobres do mundo.
Desde o início do conflito, em abril de 2023, dezenas de milhares de pessoas morreram e mais de 11 milhões de sudaneses foram forçados a se deslocar, segundo a ONU.