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Moraes, Lira, jornalistas: veja quem Abin paralela monitorou, segundo a PF

do UOL

Do UOL, São Paulo

11/07/2024 12h21Atualizada em 11/07/2024 15h52

A Polícia Federal afirma que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), políticos e jornalistas foram monitorados pela estrutura paralela que funcionava na Abin durante o governo do ex-presidente, Jair Bolsonaro.

Veja a lista

Os ministros do STF monitorados: Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Luiz Fux;

Políticos também foram espionados pela estrutura paralela. Entre eles, o atual presidente da Câmara, Arthur Lira, Rodrigo Maia (então presidente da Câmara dos Deputados), os deputados federais Kim Kataguiri e Joice Hasselmann, os senadores Alessandro Vieira, Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues.

Membros do poder executivo estavam sob monitoramento. A PF aponta o nome do ex-governador de São Paulo, João Doria. Também estão na lista servidores do Ibama Hugo Ferreira Netto Loss e Roberto Cabral Borges, auditores da Receita Federal, Christiano José Paes Leme Botelho, Cleber Homen da Silva e José Pereira de Barros Neto.

Jornalistas espionados: Mônica Bergamo, Vera Magalhães, Luiza Alves Bandeira e Pedro Cesar Batista.

Supostas ações clandestinas contra Moraes e Barroso. A PF apontou diálogos entre o militar Giancarlo Gomes Rodrigues e o agente da PF Marcelo Araújo Bormevet, e as ações teriam como objetivo questionar a credibilidade do sistema eleitoral.

A continuidade das investigações também evidenciou a utilização dos recursos da Abin para monitorar autoridades dos Poderes Judiciário (ministros desta Corte e os seus familiares) e Legislativo (senadores da República e Deputados Federais), com o objetivo de obter vantagens políticas.
Alexandre de Moraes, ministro do STF

'Estrutura infiltrada na Abin'

Moraes disse não ver mais necessidade de manter o caso em sigilo. "No caso dos autos, embora a necessidade de cumprimento das numerosas diligências determinadas exigisse, a princípio, a imposição de sigilo à totalidade dos autos, é certo que, diante da realização das diligências pela Polícia Federal, não há necessidade de manutenção da total restrição de publicidade", afirmou o ministro.

A PF prendeu quatro pessoas na operação de hoje. A corporação também mira ex-integrantes da Abin durante a gestão do ex-diretor Alexandre Ramagem, atual deputado pelo PL no estado do Rio de Janeiro e pré-candidato à Prefeitura do Rio.

A PF diz que políticos e jornalistas foram espionados pela estrutura paralela da Abin. Entre eles, estaria o atual presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Também estão na lista Rodrigo Maia (então presidente da Câmara dos Deputados), os deputados federais Kim Kataguiri e Joice Hasselmann, e os senadores Alessandro Vieira, Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues. As jornalistas Mônica Bergamo e Vera Magalhães também aparecem na lista.

Os elementos condensados na representação policial revelaram que a estrutura infiltrada na Abin representava apenas uma célula de uma organização criminosa mais ampla, voltada ao ataque de opositores, de instituições e de sistemas republicanos, com atuação que não se restringia às investigações relacionadas à referida Agência Brasileira de Inteligência.
Alexandre de Moraes, ministro do STF

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