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EUA vão retomar o envio de bombas a Israel

Joe Biden e Benjamin Netanyahu, em visita do presidente americano a Israel em outubro do ano passado  - Evelyn Hockstein - 18.out.23/Reuters
Joe Biden e Benjamin Netanyahu, em visita do presidente americano a Israel em outubro do ano passado Imagem: Evelyn Hockstein - 18.out.23/Reuters

11/07/2024 15h28

Os Estados Unidos retomarão a entrega de bombas de 500 libras (cerca de 226 quilos) para Israel, suspensa em maio devido a preocupações de Washington com uma ofensiva em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, informou nesta quinta-feira (11) um funcionário do governo de Joe Biden.

A entrega foi interrompida devido à presença no mesmo envio de 1.800 bombas mais pesadas de 2.000 libras (cerca de 907 kg) e "o impacto que poderiam ter em zonas urbanas densamente povoadas", afirmou um alto funcionário do governo americano à época, em meio aos temores por uma operação terrestre significativa em Rafah.

"Deixamos claro que nossa preocupação era o uso final das bombas de 2.000 libras, especialmente antes da campanha de Israel em Rafah", disse nesta quinta-feira um funcionário dos EUA sob condição de anonimato.

"Devido à forma como esses envios são organizados, às vezes outras munições podem ser misturadas. Foi o que aconteceu com essas bombas de 500 libras", explicou.

"Dado que nossa preocupação não eram as bombas de 500 libras, a entrega poderá prosseguir pelo processo normal".

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou o governo dos EUA, seu principal apoio militar, de atrasar os envios de armas para seu país, que trava uma guerra contra o grupo islamista palestino Hamas na Faixa de Gaza.

Funcionários americanos ficaram frustrados com a declaração e negaram categoricamente as acusações, argumentando que apenas essa entrega específica havia sido congelada.

No fim de junho, ambas as partes anunciaram "progressos significativos" sobre o assunto.

Biden ofereceu a Israel um apoio político e militar inabalável após o ataque do Hamas em 7 de outubro.

O presidente americano, entretanto, expressou publicamente algumas reservas sobre como Netanyahu conduz a ofensiva militar, devido à crise humanitária e ao alto número de civis palestinos mortos.

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