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STJ nega habeas corpus de médico envolvido em morte de idosos em MT

Bruno Gemilaki foi preso em 23 de abril - Reprodução/Redes Sociais
Bruno Gemilaki foi preso em 23 de abril Imagem: Reprodução/Redes Sociais
do UOL

Do UOL, em São Paulo

10/07/2024 08h09

Um pedido de habeas corpus feito pela defesa de Bruno Gemilaki Dal Poz, preso por envolvimento na morte de dois idosos em Peixoto de Azevedo (MT), foi negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O que aconteceu

Ao negar o pedido, juiz ressaltou que Bruno cometeu crime com "elevado grau de reprovabilidade". Ele também destacou trechos da decisão da corte de MT que citam "brutalidade" e "frieza" do crime "praticado em momento de descontração das vítimas". Decisão foi publicada na quinta-feira (4).

"Defesa encara decisão com naturalidade". Ao UOL, Rogerio Pereira de Souza afirmou que analisa a interposição de um novo recurso para mostrar "equívoco da manutenção da prisão".

Bruno está preso desde 23 de abril, dois dias após o crime. Ele responde por dois homicídios qualificados e duas tentativas de homicídio. A mãe dele, Inês Gemilaki, responde pelos mesmos crimes.

Registro suspenso. Um mês após o crime, Bruno recebeu punição por violar artigos do Código de Ética Médica. A decisão do CRM-MT (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso) o impediu de exercer a profissão até o fim do processo ético-profissional.

Relembre caso

Inês Gemilaki e o filho Bruno Gemilaki Dal Poz são investigados pelas mortes de dois idosos. Os atingidos faziam parte de um grupo de dez pessoas que estavam no local para um almoço em 21 de abril.

Mãe e filho atiravam "de forma indiscriminada". Eles não deram nenhuma chance de defesa ou fuga para as vítimas, de acordo com a polícia.

Três pessoas foram atingidas. Nas imagens, é possível ver quando a mulher entra na casa e atira em um idoso que está escondido atrás do sofá.

Suspeitos registraram boletim de ocorrência contra o proprietário da casa horas antes do crime. O alvo dos criminosos não foi atingido pelos disparos, segundo a delegada Anna Paula Marien.

A família de Inês tinha dívidas com o homem, diz a polícia. "A suspeita locava o imóvel do proprietário e, ao sair, deixou algumas dívidas, o que gerou uma ação judicial. A partir daí, houve várias discussões e desentendimentos entre eles, o que resultou nesse crime bárbaro." As apurações ainda indicaram que o alvo dos criminosos teria feito ameaças públicas contra os investigados.

Outras duas pessoas foram presas por envolvimento com o crime. Márcio Ferreira Gonçalves, marido de Inês, e o irmão dele, Eder Gonçalves Rodrigues, são suspeitos de ajudar na fuga da dupla.

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