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Falsa biomédica: o que se sabe de empresária presa por morte de modelo

A empresária Grazielly da Silva Barbosa foi presa após influenciadora morrer com procedimento estético - Reprodução/Redes sociais
A empresária Grazielly da Silva Barbosa foi presa após influenciadora morrer com procedimento estético Imagem: Reprodução/Redes sociais
do UOL

Do UOL, em São Paulo

10/07/2024 16h10

A empresária Grazielly da Silva Barbosa foi presa na semana passada, após a influenciadora Aline Maria Ferreira morrer em decorrência de um procedimento estético.

A Polícia Civil de Goiás tem apontado múltiplas irregularidades sobre Grazielly, como sua formação, além da ausência de licenças para sua clínica funcionar.

O que se sabe sobre a empresária

Dona de clínica onde influenciadora fez procedimento. Grazielly da Silva Barbosa é dona da clínica de estética em que a modelo e influenciadora Aline Maria Ferreira fez um procedimento nos glúteos pouco antes de morrer. A empresária usou PMMA (polimetilmetacrilato), um preenchedor definitivo em forma de gel, na paciente.

Grazielly foi presa na quarta-feira (3). Ela é acusada de múltiplos crimes, como lesão corporal com resultado em morte, exercício ilegal da medicina, execução de serviço de alta periculosidade sem capacidade técnica e relação de consumo ao induzir os consumidores ao erro.

Empresária não tinha formação médica e se apresentava como biomédica nas redes sociais. A Polícia Civil de Goiás diz que ela fez três períodos de medicina em uma universidade do Paraguai e abandonou as aulas. Em tese, quem estuda fora e quer atuar no Brasil precisa fazer uma prova para exercer a profissão e ter registro de classe.

Fez cursos de estética, mas isso não a qualifica para realizar o procedimento. Para a delegada do caso, Grazielly disse que fez "cursos livres". Ela tinha uma clínica que não tinha alvará de funcionamento, nem responsável técnico. No Brasil, apenas médicos podem realizar o PMMA.

Dias após ser presa, empresária foi acusada de falsificar registro médico de uma profissional de Goiás. Na última sexta-feira (5), a médica Eny Aires registrou boletim de ocorrência informando que uma receita médica da clínica de Grazielly usava o seu CRM.

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