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Novo premiê britânico promete a Zelensky o apoio do Reino Unido

10.jul.2024 - Os dois líderes reuniram-se à margem da cúpula da Otan que acontece na capital dos Estados Unidos - POOL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
10.jul.2024 - Os dois líderes reuniram-se à margem da cúpula da Otan que acontece na capital dos Estados Unidos Imagem: POOL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

10/07/2024 15h37Atualizada em 10/07/2024 15h46

O novo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, prometeu nesta quarta-feira (10) que o seu país continuará apoiando firmemente a Ucrânia, em uma reunião com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, em Washington.

Os dois líderes reuniram-se à margem da cúpula da Otan que acontece na capital dos Estados Unidos, poucos dias depois de o Partido Trabalhista de Starmer ter obtido uma vitória eleitoral esmagadora.

"Deixei absolutamente claro que, no que diz respeito ao Reino Unido, a mudança de governo não faz diferença no apoio que forneceremos", disse Starmer aos jornalistas após uma reunião que descreveu como "muito boa".

"Estávamos unidos nisso quando estávamos na oposição e foi muito importante poder afirmar isso cara a cara na reunião", disse Starmer, que já tinha falado com Zelensky por telefone quando foi eleito primeiro-ministro.

O Reino Unido tem sido um dos principais apoios de Kiev desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

A unidade demonstrada pelos britânicos na ajuda à Ucrânia contrasta com o cabo de guerra entre os políticos nos Estados Unidos, onde os republicanos, liderados por seu candidato presidencial Donald Trump, questionam a utilidade da ajuda militar colossal a Kiev.

Starmer se reunirá com o presidente democrata Joe Biden na Casa Branca na quarta-feira.

Ele disse esperar que a cúpula da Otan transmita ao presidente russo, Vladimir Putin, a mensagem de que a Aliança está "mais unida do que nunca e vê com clareza a ameaça da agressão russa".

O novo ministro da Defesa britânico, John Healey, disse aos jornalistas, também em Washington, que os países europeus da Otan devem "assumir uma maior parte do trabalho".

"Penso que os Estados Unidos deveriam, com razão, pedir aos países europeus que assumam parte dos encargos financeiros, mas também as responsabilidades de liderança", acrescentou.

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