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Doença de Crohn: entenda condição de ex-Menudo que morreu aos 48 anos

Adrián Olivares em cena do documentário "Menudo: Forever Young" - Reprodução / HBO Max
Adrián Olivares em cena do documentário 'Menudo: Forever Young' Imagem: Reprodução / HBO Max
do UOL

Colaboração para VivaBem*

10/07/2024 11h06

Adrián Olivares, ex-integrante do grupo porto-riquenho Menudo, morreu na última segunda-feira (8), aos 48 anos, por complicações decorrentes da doença de Crohn.

Entenda a doença de Crohn

A doença de Crohn é uma DII (doença inflamatória intestinal) que causa inflamação em diversas partes do sistema digestório, desde a boca até o ânus — afetando predominantemente o intestino delgado e intestino grosso.

A condição não tem causa definida, mas envolve fatores como genética, ambiente — incluindo hábitos alimentares, medicações e tabagismo — e microbioma.

É autoimune, ou seja, resulta de um ataque que o próprio sistema imunológico faz contra o organismo da pessoa.

Entre os sintomas da doença de Crohn, estão: dores abdominais; cólicas; diarreia crônica; diminuição do apetite; sangue nas fezes; perda de peso. Em média, uma pessoa leva dois anos entre ter os primeiros sintomas e fazer exames, o que atrasa o diagnóstico.

A doença é crônica. Apesar de ainda não existir cura, há tratamento eficaz, que envolve medicação, mudanças alimentares e algumas pessoas precisam de cirurgia. Além de aliviar os sintomas, os objetivos do tratamento incluem redução da atividade inflamatória e cicatrização da mucosa do intestino, levando a uma melhoria da qualidade de vida da pessoa.

Na fase aguda da doença, o paciente deve evitar comidas fermentadas e com excesso de fibras, que soltam ainda mais o intestino. Quando os sintomas da doença "estacionam", o paciente pode voltar a comer quase tudo, mas sem exageros e sob supervisão médica.

Existe um aumento do risco de câncer em quem tem Crohn. Se a doença permanece no intestino grosso, o ideal é fazer exames periódicos durante um período oito a 10 anos.

Por ser autoimune, a doença pode também desencadear reações em outras partes do organismo. Um estudo liderado pelo Gediib (Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil), que acompanhou 1.179 pessoas com DII entre 2020 e 2022, mostrou que cerca de 21% delas apresentaram manifestações extraintestinais. Entre as áreas do corpo que podem ser afetadas a partir das DII estão: pele, articulações, olhos, ossos e boca.

*Com Estadão Conteúdo e reportagens publicadas em 05/01/2023 e 15/01/2024

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