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AfD cria terceiro grupo de extrema-direita no Parlamento da União Europeia

10 abr. 2021 - Beatrix von Storch, uma das principais lideranças da AfD - Sean Gallup/Getty Images
10 abr. 2021 - Beatrix von Storch, uma das principais lideranças da AfD Imagem: Sean Gallup/Getty Images

Thomas Escritt;

Berlim

10/07/2024 16h50Atualizada em 10/07/2024 17h49

O partido Alternativa para a Alemanha (AfD) juntou suas forças com outros partidos de extrema-direita para formar uma terceira aliança desse campo no Parlamento Europeu nesta quarta-feira, segundo um membro do grupo.

O grupo Europa das Nações Soberanas estará ao lado do grupo Patriotas pela Europa, liderado pelo Reunião Nacional, da França, e o partido Fidesz, do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán. A italiana Georgia Meloni, que lidera o grupo Conservadores e Reformistas (ECR), perdeu membros para os Patriotas na semana passada.

Além do AFD, o grupo Nações Soberanas incluirá pequenos partidos de Bulgária, França, Lituânia, Polônia, Eslováquia, Espanha, República Tcheca e Hungria. Com 28 parlamentares, será bem menor que o grupo Patriotas, com 84.

A fragmentação do flanco cada vez mais lotado da extrema-direita no Parlamento Europeu reflete as profundas desconfianças entre partidos nacionalistas da Europa com seus colegas ideológicos de países vizinhos, o que dificulta a formação de alianças entre fronteiras.

?A nosso pedido, o grupo rejeitou a solicitação de adesão do partido S.O.S. Romênia?, disse Laszlo Torozckai, membro do partido Nossa Pátria, da Hungria, em uma publicação nas redes sociais, anunciando a formação do grupo e destacando essas divisões.

O AfD, cujas visões anti-imigração e ceticismo em relação ao apoio à Ucrânia diferem pouco da agenda do Reunião Nacional, de Marine Le Pen, foi repudiado pelo partido francês antes das eleições do Parlamento Europeu em junho após um legislador do AfD não ter condenado o passado nazista da Alemanha com a veemência necessária.

Para formar um novo grupo político no Parlamento Europeu com 720 membros, são necessários 32 deputados que representam pelo menos um quarto dos estados-membros da UE. Os grupos recebem privilégios legislativos e financeiros.

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