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OPINIÃO

Tales: Caso do Bolsonaro deve seguir máxima do Watergate: 'Siga o dinheiro'

do UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

09/07/2024 19h26Atualizada em 10/07/2024 13h24

O caso das joias do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve seguir a máxima do Watergate — escândalo que fez explodir a administração do presidente republicano Richard Nixon, nos Estados Unidos — do "siga o dinheiro", opinou o colunista do UOL Tales Faria durante participação no UOL News 2ª Edição desta terça-feira (9).

Reportagem do colunista do UOL Aguirre Talento mostrou que Bolsonaro recebeu dinheiro vivo de genro de empresário do agronegócio, conforme indicam mensagens interceptadas pela Polícia Federal no celular do tenente-coronel Mauro Cid.

Tudo indica que nesse caso do Bolsonaro deve se seguir aquela máxima do Watergate: siga o dinheiro. Tudo que o Bolsonaro tá envolvido [é] com dinheiro. Tales Faria, colunista do UOL

[Tem] esse caso que o Aguirre Talento levantou, do empresário que levou o dinheiro. Mas tem outros casos envolvendo dinheiro nessa história toda. Tem aquele caso do pai do Mauro Cid que queria entregar o dinheiro pessoalmente ao Bolsonaro (...) para Bolsonaro reconhecer que ele entregou o dinheiro. Aquele caso anda meio engavetado, mas acho que a polícia deve estar atrás daquilo. Tales Faria, colunista do UOL

Tem outra coisa que é muito curiosa. O Wassef disse que comprou as joias de volta, mas aquelas quando foram vendidas deram algum dinheiro e o dinheiro foi para o Bolsonaro. Esse dinheiro que foi para o Bolsonaro não foi reposto. Então, tem vários caminhos nessa história que são pelo 'seguindo o dinheiro'. E seguindo o dinheiro é mostrar que Bolsonaro embolsou boa parte do dinheiro dessas transações. Tales Faria, colunista do UOL

Tales então pergunta para o colunista Aguirre Talento se a Polícia Federal está seguindo o dinheiro, que responde:

Sim, a polícia tá seguindo o dinheiro, mas como eu falei, são muitas linhas de investigação. Tem uma que é muito importante, até dei umas reportagens no ano passado, sobre os cartões corporativos da Presidência da República, o pagamento de despesas da primeira dama Michelle Bolsonaro. Nesse caso a polícia está fazendo um trabalho minucioso de análise das quebras dos sigilos bancários dos personagens envolvidos, além do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, dos integrantes da ajudância de ordem. Foi destacado uma equipe específica para analisar toda essa movimentação financeira. Esse trabalho de seguir o dinheiro realmente demora tempo. Aguirre Talento, colunista do UOL

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