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Promotor pede 30 anos de prisão para ex-candidata presidencial Keiko Fujimori por caso Odebrecht no Peru

09/07/2024 13h18

O Ministério Público (MP) peruano pediu, nesta terça-feira (9), 30 anos e 10 meses de prisão para a ex-candidata presidencial Keiko Fujimori no julgamento que ela enfrenta por lavagem de dinheiro no âmbito do escândalo Odebrecht.

"No total a pena concreta para a acusada Keiko Sofía Fujimori Higuchi solicitada pelo Ministério Público é de 30 anos e 10 meses de pena privativa de liberdade", disse o promotor José Domingo Pérez durante a apresentação do indiciamento na audiência do caso, no qual ela é acusada de receber dinheiro ilegal para financiar suas campanhas de 2011 e 2016. 

O magistrado também solicitou ao tribunal que desqualificasse Fujimori para ocupar cargos públicos por 15 anos, o que a colocaria fora da disputa para as eleições presidenciais de 2026.   

Fujimori é a líder do Força Popular, o principal partido de direita do Peru, pelo qual concorreu três vezes à presidência.

O MP acusa a filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) de lavagem de dinheiro e crime organizado, obstrução da Justiça, além de fazer declarações falsas em um procedimento administrativo.

Keiko Fujimori, 49 anos, não compareceu ao tribunal, onde Perez chegou usando um colete à prova de balas, ao contrário da audiência anterior, na qual ele o dispensou.   

A ré teve sua prisão preventiva decretada duas vezes, 16 meses no total, acusada de receber supostas contribuições ilegais da construtora brasileira Odebrecht, no valor de 1,2 milhão de dólares (6,52 milhões de reais), para as campanhas de 2011 e 2016. Fujimori sempre disse ser inocente. 

Embora as contribuições de campanha de empresas estrangeiras fossem permitidas na época, o Ministério Público a processou por não ter declarado o dinheiro contribuído pela Odebrecht.  

O julgamento contra a líder e mais de 40 corréus - no qual foram convocadas cerca de 1.500 testemunhas - pode levar mais de um ano. 

O escândalo de corrupção da Odebrecht no Peru também envolveu quatro ex-presidentes peruanos entre 2001 e 2016, além de vários políticos.

ljc/cm/mr/dd/ic

© Agence France-Presse

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