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Primeiro-ministro da Eslováquia volta ao trabalho dois meses após ataque

Primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, participa do Dia da Colheita em Slovenska Nova Ves, Eslováquia, em 8 de julho de 2024 - Radovan Stoklasa/REUTERS
Primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, participa do Dia da Colheita em Slovenska Nova Ves, Eslováquia, em 8 de julho de 2024 Imagem: Radovan Stoklasa/REUTERS

09/07/2024 08h39Atualizada em 09/07/2024 09h03

O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, retornou ao trabalho nesta terça-feira (9), quase dois meses depois de ter sido baleado quatro vezes por um homem em 15 de maio.

Fico, de 59 anos, foi baleado à queima-roupa após uma reunião do governo no centro da Eslováquia e teve que ser submetido a duas operações em um hospital próximo.

O agressor, identificado pela mídia eslovaca como Juraj Cintula, um poeta de 71 anos, foi acusado por terrorismo e está detido enquanto aguarda julgamento.

O primeiro-ministro, de tendência nacionalista, está à frente de uma coalizão de três partidos liderada pela sua formação centrista, o Smer-SD, juntamente com o Hlas, outro partido centrista, e o SNS, de extrema direita.

Segundo a imprensa da Eslováquia, país de 5,4 milhões de habitantes que faz parte da União Europeia e da Otan, Fico participou da sua primeira reunião de gabinete desde que foi baleado, que ocorreu nesta terça-feira.

"Caros meios de comunicação liberais progressistas e de oposição, peço desculpas por ter sobrevivido, mas estou de volta", escreveu Fico no Facebook, postando uma foto sua em seu gabinete.

O seu governo tem sido criticado pela União Europeia e é relacionado ao primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban.

Quando Fico tomou posse no final do ano passado, a Eslováquia cortou a ajuda militar à Ucrânia, que enfrenta a invasão russa desde fevereiro de 2022, e tal como Orbán, ele defende negociações de paz com a Rússia.

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