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Tribunal emite mandados de prisão contra ex-ministro de Putin e general russo

Sergei Shoigu e Valery Gerasimov em Moscou - Sputnik Photo Agency/via REUTERS
Sergei Shoigu e Valery Gerasimov em Moscou Imagem: Sputnik Photo Agency/via REUTERS

Stephanie van den Berg;

25/06/2024 08h54Atualizada em 25/06/2024 09h17

O Tribunal Penal Internacional emitiu mandados de prisão contra Sergei Shoigu, ex-ministro da Defesa da Rússia, e para o general russo Valery Gerasimov, nesta terça-feira, por supostos crimes cometidos durante a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Shoigu foi removido do cargo de ministro da Defesa no mês passado e nomeado secretário do poderoso Conselho de Segurança da Rússia, nas mudanças mais significativas que o presidente russo Vladimir Putin fez em seu comando militar desde o início da guerra em 2022.

O tribunal sediado em Haia disse que Shoigu e Gerasimov são suspeitos de terem cometido crimes de guerra e crimes contra a humanidade por dirigirem ataques contra civis e objetos civis na Ucrânia.

Os juízes concluíram que havia "motivos razoáveis para acreditar que os dois suspeitos são responsáveis por ataques com mísseis realizados pelas Forças Armadas russas contra a infraestrutura elétrica ucraniana de pelo menos 10 de outubro de 2022 até pelo menos 9 de março de 2023", disse o TPI em um comunicado à imprensa.

O Conselho de Segurança da Rússia afirmou que o mandado de prisão contra Shoigu faz parte de uma guerra híbrida contra Moscou, informou a agência de notícias estatal TASS.

A Rússia, que não é membro do TPI, tem dito repetidamente que a infraestrutura energética da Ucrânia é um alvo militar legítimo e nega ter como alvo civis ou infraestrutura civil.

A Ucrânia também não é membro, mas concedeu ao TPI jurisdição para processar crimes cometidos em seu território.

Os mandados contra Shoigu e Gerasimov elevam para oito o total de mandados de prisão emitidos contra suspeitos russos seniores desde o início da invasão. Entre eles está Putin, suspeito de crime de guerra pela deportação de crianças ucranianas para a Rússia.

O tribunal não possui força policial própria e depende dos Estados membros para efetuar as prisões.

Durante o período mencionado nos últimos mandados, a Rússia é suspeita de ter realizado ataques contra várias usinas de energia elétrica e subestações em toda a Ucrânia.

*Reportagem de Benoit Van Overstraeten e Stephanie Van den Berg

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