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Rússia bloqueia acesso a mais de 80 sites de notícias da UE, incluindo AFP e Le Monde

7.jun.2024 - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante sessão do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo  - Anton Vaganov/Reuters
7.jun.2024 - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante sessão do Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo Imagem: Anton Vaganov/Reuters

25/06/2024 09h23Atualizada em 25/06/2024 09h54

A Rússia bloqueou o acesso a mais de 80 sites de veículos de imprensa da União Europeia nesta terça-feira (25), em retaliação a uma medida análoga tomada pelo bloco contra a agência de notícias RIA Novosti e os jornais Izvestia e Rossiyskaya Gazeta.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores russo, a França é o país mais afetado, com nove meios de comunicação proibidos, incluindo a agência AFP e os jornais Le Monde e Libération.

A lista também inclui quatro veículos de mídia da Itália: as emissoras de TV RAI e LA7 e os diários La Stampa e La Repubblica. Da Alemanha, a Rússia proibiu os sites da revista Der Spiegel e dos jornais Die Zeit e Frankfurter Allgemeine Zeitung.

A relação inclui publicações de 25 dos 27 Estados-membros da UE - as exceções são Croácia e Luxemburgo - e quatro veículos pan-europeus, como o site Politico Europe, de origem americana. "Em resposta à decisão tomada pelo Conselho da União Europeia de proibir 'qualquer atividade de transmissão' de três meios de comunicação russos, introduzimos contrarrestrições de acesso no território da Federação Russa a vários meios de comunicação dos Estados-membros da UE que divulgam sistematicamente informações falsas sobre o progresso da operação militar especial [na Ucrânia]", diz o Ministério das Relações Exteriores.

"Se as restrições aos meios de comunicação russos forem levantadas, também reconsideraremos a decisão em relação aos meios de comunicação mencionados", acrescenta a nota.

Em 17 de maio passado, a UE anunciou a suspensão de atividades de radiodifusão de meios de comunicação "sob controle permanente, direto ou indireto", do governo russo e usados para apoiar a "agressão contra a Ucrânia".

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