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Acordo entre Microsoft e G42 é positivo porque corta laços com Huawei, diz autoridade da Casa Branca

24/06/2024 15h22

WASHINGTON (Reuters) - O acordo da Microsoft para investir 1,5 bilhão de dólares na empresa de inteligência artificial G42 é "geralmente um desenvolvimento positivo" porque forçou a empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos a cortar laços com a chinesa Huawei, disse uma autoridade da Casa Branca nesta segunda-feira.

"Em um lugar como os Emirados Árabes Unidos... onde a G42 estava trabalhando muito de perto com a Huawei, por exemplo, temos interesse em mudar esse cenário", disse o conselheiro de tecnologia da Casa Branca, Tarun Chhabra.

"O esforço para trabalhar com a Microsoft como uma alternativa à Huawei é geralmente um desenvolvimento positivo e que queremos incentivar", disse Chhabra em evento em Washington organizado pelo think tank do Conselho de Relações Exteriores.

Washington tem tentado por anos convencer aliados a cortar a a Huawei de suas redes, devido a temores de que a empresa chinesa pudesse espionar clientes e repassar as informações para Pequim. O Oriente Médio também começou a ganhar destaque na guerra tecnológica entre os Estados Unidos e a China, à medida que a competição para dominar a IA se intensifica.

Como parte do acordo anunciado em abril, a G42 usaria serviços de nuvem da Microsoft para executar suas aplicações de IA e ambas as empresas fizeram garantias relacionadas à segurança aos governos dos EUA e dos Emirados Árabes Unidos.

Segundo o New York Times, o acordo estabeleceu uma série de proteções nos produtos de IA compartilhados com a G42, incluindo um combinado para retirar equipamentos chineses, incluindo os da Huawei, das operações da empresa dos Emirados.

Chhabra também disse que o governo Biden está monitorando cuidadosamente a implementação dos sistemas de IA, ao ser questionado se controles de exportação sobre o próprio software estavam em discussão.

"Estamos acompanhando de perto os modelos mais recentes à medida que eles são lançados, se são de código aberto, se são proprietários", disse. "Queremos saber quais são suas capacidades."

(Reportagem adicional de Doina Chiacu e Karen Freifeld)

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