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O 'Estado não falhou', afirma funcionário saudita após morte de centenas de peregrinos durante o hajj

21/06/2024 12h44

Um alto funcionário saudita defendeu, nesta sexta-feira (21), a forma com a qual o reino do Golfo realizou o hajj, depois que vários países relataram mais de 1.100 mortes durante a peregrinação, em sua maioria atribuídas às altas temperaturas. 

"O Estado [saudita] não falhou, mas houve um erro de julgamento por parte das pessoas que não avaliaram os riscos", assegurou o funcionário à AFP, na primeira reação oficial ao ocorrido. 

Um balanço da AFP elaborado nesta sexta-feira com declarações oficiais e relatórios de diplomatas estimou o balanço de mortos em 1.119 pessoas, a metade delas egípcias.

O funcionário saudita afirmou que as autoridades confirmaram 577 mortos durante os dois dias mais importantes do hajj: no sábado, quando os peregrinos se reuniram durante horas para rezar no Monte Arafat, e no domingo, quando participaram em Mina do apedrejamento das estelas que representam o Satanás. 

"Isso ocorreu em meio a condições meteorológicas difíceis e com uma temperatura muito elevada", assegurou o funcionário. 

A mesma fonte reconheceu que o número de 577 mortes é parcial e não engloba todo o período do hajj, que foi concluído oficialmente na quarta-feira. 

O hajj é um dos cinco pilares do islã e todo muçulmano que tenha os meios necessários deve fazê-lo pelo menos uma vez em sua vida. 

Este ano, o hajj atraiu cerca de 1,8 milhão de peregrinos, dos quais 1,6 milhão vinham do exterior, segundo as autoridades sauditas. 

Em ocasião da peregrinação, o reino distribui todos os anos vistos por país baseado em um sistema de cotas. 

Mesmo para quem consegue obtê-los, os elevados custos tornam a via irregular mais atrativa, já que custa milhares de dólares a menos. 

"Podemos avaliar o número de peregrinos não registrados em cerca de 400.000", declarou o funcionário saudita. 

"Quase todos de uma nacionalidade", acrescentou, referindo-se provavelmente ao Egito. 

Diplomatas árabes afirmaram no início da semana à AFP que o Egito havia contabilizado 658 mortos, 630 deles peregrinos não registrados. 

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© Agence France-Presse

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