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Imigrante tem braço decepado, é abandonado e morre na Itália

19/06/2024 13h30

LATINA, 19 JUN (ANSA) - Morreu nesta quarta-feira (19) um homem de origem indiana que foi abandonado por seus empregadores após sofrer um grave acidente de trabalho que decepou seu braço na Itália.   

O caso ocorreu na terça (18). O homem de 31 anos trabalhava em uma empresa agrícola na periferia de Latina, na região do Lazio. Ele foi vítima de uma máquina de enrolar plástico puxada por um trator, que também esmagou seus membros inferiores.   

Em vez de socorrê-lo, os empregadores largaram o homem na frente de casa, com o membro cortado em uma caixa usada para colheita de legumes.   

Ele foi transportado por um helicóptero ambulância ao hospital San Camillo, em Roma, onde foi internado em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos.   

Satnam Singh foi vítima de uma entre diversas gangues que exploram o trabalho de indianos em campos italianos, especialmente no sul do país, em condições análogas à escravidão.   

O Ministério Público de Latina apura o caso, que foi denunciado pelo sindicato sindicato Flai-Cgil Latina-Frosinone.   

Os empregadores serão investigados por lesão culposa, omissão de socorro e por questões relacionadas ao trabalho irregular.   

O episódio reacendeu o debate sobre o fenômeno do "caporalato", um crime na Itália que se configura pela ação de intermediários que exploram o trabalho de trabalhadores irregulares, especialmente imigrantes.   

Na Câmara, os partidos de oposição Aliança Verdes e Esquerda (AVS), Partido Democrático (PD), Movimento 5 Estrelas (M5S), Itália Viva (IV) e Ação pediram esclarecimentos à ministra do Trabalho, Marina Elvira Calderone, sobre o combate ao "caporalato".   

A senadora do PD Susanna Camusso também enviou um pedido urgente de esclarecimentos a Calderone e ao ministro da Agricultura, Francesco Lollobrigida, assinada por outros 13 correligionários, sobre a estratégia do governo para enfrentar o fenômeno.   

O governador do Lazio, Francesco Rocca, definiu o caso como "desconcertante, cruel e vil", e afirmou que "a segurança no trabalho e a luta contra o 'caporalato' são prioridades".   

(ANSA).   

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