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Presidente do Fed de St. Louis sinaliza abordagem cautelosa sobre corte de juros em discurso de estreia

18/06/2024 15h03

Por Lindsay Dunsmuir

(Reuters) - O banco central dos Estados Unidos só deve começar a reduzir a taxa básica de juros depois de "meses e, mais provavelmente, trimestres" de queda da inflação, moderação da demanda e expansão da oferta, disse o presidente do Federal Reserve de St. Louis, Alberto Musalem, nesta terça-feira, em seus primeiros comentários públicos sobre política monetária desde que se tornou chefe do banco regional do Fed.

"Precisarei observar um período de inflação favorável, demanda moderada e oferta em expansão antes de me sentir confiante de que uma redução na faixa da taxa básica de juros é apropriada. Essas condições podem levar meses e, mais provavelmente, trimestres para se concretizarem", disse Musalem em comentários preparados para um evento em St. Louis.

O Fed manteve sua taxa de juros na faixa de 5,25 a 5,50% em sua reunião de política monetária na semana passada, buscando manter a pressão sobre a economia para desacelerar a inflação de volta à sua meta de 2%.

Desde essa reunião, os formuladores de política monetária têm se alinhado para consolidar a opinião de que estão satisfeitos em manter os custos de empréstimos inalterados até que a economia envie um sinal mais claro, seja por meio de um declínio sustentado da inflação ou de um salto na taxa de desemprego.

Em um discurso abrangente, Musalem também não descartou aumentos adicionais dos juros caso a inflação fique "significativamente" acima de 2% ou se reacelere, embora tenha enfatizado que esse não era seu cenário base.

O chefe do Fed de St. Louis disse esperar que o consumo seja moderado nos próximos trimestres e observou que, com base nos dados divulgados até agora neste mês, ele espera uma "bem-vinda redução" no índice de inflação PCE para maio.

"Acredito que a política monetária continua a exercer pressão de baixa sobre a demanda agregada e a inflação. Também percebo alguma incerteza sobre o grau de restrição", disse ele, observando que as condições financeiras "parecem acomodatícias para algumas partes da economia, enquanto são restritivas para outras".

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