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Prefeito eleito de município do estado de Guerrero é assassinado no México

17/06/2024 11h30

Um prefeito do estado de Guerrero (sul) recém-eleito no México foi assassinado na manhã desta segunda-feira (17) em uma estrada do porto turístico de Acapulco, informou o Ministério Público regional.

Salvador Villalba Flores, eleito prefeito de Copala pelo novo partido regional México Avança, foi morto na rodovia Acapulco-Pinotepa Nacional, informou o MP de Guerrero em comunicado.

A instituição acrescentou que iniciou a investigação por homicídio qualificado, sem dar mais detalhes. 

"El Sur de Guerrero", jornal daquela região, destacou que Villalba é capitão reformado da Secretaria da Marinha e tinha escolta da Guarda Nacional, que, no entanto, não o acompanhou na viagem que fazia à Cidade do México quando foi assassinado. 

"O prefeito eleito foi retirado do ônibus em que viajava quando a unidade parou perto de San Pedro las Playas" na madrugada de segunda-feira para matá-lo a tiros, informou o jornal em seu site. 

- Violência derivada do tráfico -

O México realizou eleições gerais em 2 de junho, nas quais a esquerdista Claudia Sheinbaum foi eleita por esmagadora maioria como a primeira presidente da história do país latino-americano.

Durante a campanha eleitoral iniciada em setembro, cerca de trinta candidatos a diversos cargos foram assassinados, segundo a ONG Data Cívica. 

Guerrero, um dos estados mais convulsionados pela atividade dos cartéis do tráfico de drogas e com costa no Pacífico, acumulou 1.890 assassinatos em 2023 devido principalmente à violência de organizações criminosas.

Um dos assassinados foi Yonis Baños, candidato do centrista Partido Revolucionário Institucional (PRI) a prefeito de Santo Domingo Armenta, no estado de Oaxaca, que, junto com Guerrero é uma das regiões mais pobres do país. 

Baños foi morto após o fechamento das urnas para as eleições de 2 de junho. O crime foi cometido por uma pessoa que entrou em sua casa, informou naquele dia o governo de Oaxaca. 

O candidato derrotado não havia solicitado nenhuma medida de proteção às autoridades estaduais ou federais.

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© Agence France-Presse

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