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Jamaica garante que vai à Copa América para "fazer gols" e não a passeio

16/06/2024 16h16

As apostas, que pagam bem mais por uma vitória surpresa, oferecem quase cinco vezes o que foi investido caso vença na estreia. E embora a Jamaica não tenha uma grande história no futebol, promete dificultar a vida dos seus adversários na Copa América-2024, nos Estados Unidos. 

Como que para entrar em sintonia com as seleções da Conmebol, que às vezes têm problemas para montar seus elencos, os 'Reggae Boyz' também têm enfrentado dificuldade. Leon Bailey, atacante do Aston Villa, não jogará pela seleção nacional, apesar de a Federação Jamaicana de Futebol (JFF) já o ter anunciado como um dos 26 convocados. 

Craig Butler, pai e agente de Bailey, lembrou que o jogador da Premier League já havia anunciado que ia fazer uma pausa e que, apesar disso, a JFF o anunciou. Bailey, afastado dos gramados desde março por suposta indisciplina, é um crítico das autoridades do futebol de seu país, a quem acusa de falta de profissionalismo.

E embora não possa contar com seu melhor jogador, a vida continua em Kingston e, como diz uma das canções do seu famoso artista, Bob Marley, ("Don't worry about a thing, 'Cause every little thing gonna be all right" ("Não se preocupe com nada, porque cada coisinha vai dar certo", em tradução livre). 

Além disso, os 'Reggae Boyz' não se saíram mal sem ele. Acabaram de vencer a República Dominicana por 1 a 0 e a Dominica em casa por 3 a 2, pela segunda rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026. 

E antes, em março, conquistaram o terceiro lugar na última Liga das Nações, o que lhes deu a vaga na Copa América (que será disputada de 20 de junho a 14 de julho)

- "Talentos ofensivos" -

Seu técnico, o islandês Heimir Hallgrímsson, acredita que as recentes vitórias de sua equipe nas Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo de 2026 sejam um bom presságio para a Copa América. 

"Nos últimos jogos sempre conseguimos fazer gols e, se olharmos para o time, vemos que a Jamaica é rica em talentos ofensivos (...) esses caras conseguem fazer gols com sua velocidade, com sua habilidade", disse ele em entrevista recente ao canal local CVM, transmitida no site da JFF. 

"O talento individual já diz que você vai fazer gols. Há muitos gols nesta equipe", considerou.

O atacante Shamar Nicholson (Clermont Foot 63, da segunda divisão da França), que marcou contra a República Dominicana e fez uma dobradinha contra Dominica; o meio-campista Bobby DeCordova Reid (Fulham FC, Premier League inglesa) e o atacante Demarai Gray (Al-Ettifaq Club, da Arábia Saudita) são alguns de seus destaques. 

"Mas também penso que, como unidade coletiva, estamos olhando melhor para o futuro, à medida que a equipe joga mais junta", acrescentou o treinador e ex-zagueiro de 56 anos. 

É claro que os Reggae Boyz costumam sofrer com adversários de alto escalão da mesma confederação, como o México, contra quem estreia no dia 22 de junho, no NRG Stadium, em Houston, pelo grupo B. Nos últimos cinco jogos que disputaram, os jamaicanos perderam três e empataram dois.

Também enfrentarão na fase inicial o Equador, para quem perderam por 1 a 0 em amistoso em 2018; e a Venezuela, contra quem nunca jogaram. 

Convidados nas edições da Copa América de 2015 e 2016, os 'Reggae Boyz' foram eliminados sem vitórias na fase de grupos.

mav/gfe/aam

© Agence France-Presse

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