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Deputados argentinos pedem que governo explique entrada de foragidos do 8/1

Bolsonaristas cobrem rosto após policiais jogarem bombas de gás lacrimogêneo para conter atos golpistas de 8 de janeiro (8/1) em Brasília - 8.jan.2023-Sergio Lima/AFP
Bolsonaristas cobrem rosto após policiais jogarem bombas de gás lacrimogêneo para conter atos golpistas de 8 de janeiro (8/1) em Brasília Imagem: 8.jan.2023-Sergio Lima/AFP
do UOL

Do UOL, em São Paulo

14/06/2024 22h41

Um grupo de deputados argentinos e o senador brasileiro Humberto Costa (PT) enviaram um ofício ao Parlasur, o parlamento do Mercosul, requisitando à Argentina, de Javier Milei, informações sobre os investigados pelo 8/1 que fugiram para o país. O caso foi revelado inicialmente pelo UOL.

O que aconteceu

"A Argentina não pode ser um santuário de golpistas", escreveu o deputado argentino Gabriel Fuks, um dos signatários do pedido, nas redes sociais.

O documento, endereçado à chanceler argentina Patricia Bullrich, questiona se há registro de entrada ou presença dos fugitivos. "Não é possível que isso tenha escapado a eles [as autoridades]", disse Fuks ao veículo argentino Pagina/12.

O UOL revelou em maio que investigados e condenados pelo 8/1 quebraram as tornozeleiras eletrônicas e escaparam do país. Segundo a Polícia Federal, havia cerca de 180 envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 foragidos, que poderiam estar em outros países da América Latina, como Argentina, Uruguai e Paraguai.

A Polícia Federal realizou operação contra foragidos e prendeu 50 deles. A Ameripol, organismo de cooperação das polícias do continente americano, está auxiliando a mapear os foragidos, e a PF deve solicitar a extradição deles.

A corporação disse desconhecer se o governo de Javier Milei está protegendo os foragidos. "Desconheço essa informação e não está na nossa experiência eventual obstáculo da atividade policial", disse o responsável pela cooperação internacional da PF, João Vianey.

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