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MG: Homem diz que ex o estuprou com vibrador e postou vídeo; polícia apura

Viatura da Polícia Civil de Minas Gerais - Polícia Civil de MG/Divulgação
Viatura da Polícia Civil de Minas Gerais Imagem: Polícia Civil de MG/Divulgação
do UOL

Do UOL, em São Paulo

12/06/2024 22h48Atualizada em 12/06/2024 23h09

Um homem de 37 anos diz que foi estuprado com um vibrador pela ex-namorada, de 27, em Muriaé, em Minas Gerais. A mulher também teria postado o vídeo do crime nas redes sociais. A Polícia Civil investiga o caso.

O que aconteceu

O relacionamento chegou ao fim há um mês. O casal tentou reatar neste período, porém, o homem decidiu terminar a união novamente. À polícia, ele contou que manteve um relacionamento por dois anos com a suspeita. Porém, após um ano, a união ficou conturbada com crises de ciúmes, agressões e comportamentos inadequados por parte da mulher. Ele alega que ela não aceita o término e chegou a danificar o automóvel dele com tinta.

No dia 5, o homem relatou ter visto um vídeo circulando nas redes sociais em que ele estava aparentemente dormindo. No registro, sem áudio, a mulher introduz um vibrador dela no ânus do ex-companheiro. No dia em que o vídeo foi gravado, a ex-namorada estava na casa da vítima. Ele desconfia que foi dopado e acredita que algo pode ter sido colocado na bebida alcoólica que ele ingeriu durante a visita da mulher.

Vídeo mostra a vítima muito sonolenta e tentando afastar o vibrador com as mãos. Na versão com áudio, é possível ouvir a voz de uma mulher rindo e afirmando que "está doida para jogar [o vídeo] na internet". No boletim de ocorrência, registrado na última sexta-feira (7), o homem contou que não se lembra exatamente do fato.

Como forma de vingança, a mulher teria enviado o vídeo, com áudio, para a vítima. Ao encaminhar o conteúdo, a ex-namorada do homem também enviou um áudio em que afirma que havia dito anteriormente que tinha um vídeo dele e iria ridicularizá-lo. Ela o bloqueou na rede social em seguida.

Depois de algum tempo, a ex-namorada ligou pedindo desculpas ao homem. Ela pediu para que o homem não a processasse e, caso ele fosse à polícia, ela iria fazer algo contra ele, como narrar uma falsa agressão porque "a lei é a favor da mulher", informou a Polícia Militar.

Vítima diz que vem sofrendo humilhações e está constrangido com a situação. Na versão do homem, a ex-namorada divulgou o vídeo em várias redes sociais, inclusive usando o celular de uma criança para a disseminação do conteúdo.

Polícia Civil de Minas Gerais confirma que inquérito foi instaurado para apurar o caso. "Em razão da natureza dos fatos, crime contra a dignidade sexual, o inquérito tramitará sob sigilo", disse a corporação em nota. Não foi informado se a suspeita foi presa.

Como o nome da mulher não foi divulgado, o UOL não conseguiu entrar em contato com ela para pedido de posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.

Não tolere violência, saiba como procurar ajuda

O Ligue 190 é o número de emergência indicado para quem estiver presenciando uma situação de agressão ou violência. A Polícia Militar poderá agir imediatamente e levar o agressor (a) até uma delegacia.

Caso a vítima tenha sofrido violência sem ferimentos graves, ela pode recorrer imediatamente a uma delegacia de Polícia Civil para registrar o boletim de ocorrência.

Quando houver ferimentos graves, com necessidade de pronto atendimento, a unidade de saúde ou hospital deverá fazer o encaminhamento ou orientar a paciente para que procure a delegacia de polícia. Na maioria dos casos com internamento, o próprio hospital confirma a violência e avisa a Polícia Civil.

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