Topo
Notícias

Conteúdo publicado há
1 mês

Brasil e China assinam proposta conjunta de negociação de paz para guerra da Ucrânia e Rússia

O presidente Lula (PT) ao lado do presidente da China, Xi Jinping - Ken Ishii/Pool/AFP
O presidente Lula (PT) ao lado do presidente da China, Xi Jinping Imagem: Ken Ishii/Pool/AFP

23/05/2024 15h30Atualizada em 23/05/2024 16h00

(Reuters) - Brasil e China assinaram nesta quinta-feira uma inédita proposta conjunta para se engajarem em negociações de paz que contem com o reconhecimento e a participação da Ucrânia e da Rússia, em busca de uma solução para por fim à guerra.

A determinação consta de documento assinado pelo assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-chanceler Celso Amorim, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, que se encontraram mais cedo em Pequim.

"As duas partes acreditam que o diálogo e a negociação são a única solução viável para a crise na Ucrânia. Todas as partes devem criar condições para a retomada do diálogo direto e promover a desescalada da situação até a realização de um cessar-fogo abrangente", diz o texto.

"China e Brasil apoiam a realização de uma conferência internacional de paz em um momento apropriado, reconhecida tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, com a participação igual de todas as partes, bem como uma discussão justa de todos os planos de paz", emendou.

Esta é a primeira vez que a China assina um documento do tipo desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.

No documento, Brasil e China destacam pedido para que todas as partes relevantes observem três princípios para a desescalada da situação: nenhuma expansão do campo de batalha, nenhuma escalada de combates e nenhuma provocação por qualquer parte.

Os dois países sugerem que é necessário aumentar a assistência humanitária para relevantes regiões e prevenir uma crise humanitária em larga escala. Ressalta que ataques a civis devem ser evitados e que mulheres, crianças e prisioneiros de guerra devem ser protegidos.

Ao defender que o uso de armas de destruição em massa — particularmente armas nucleares e armas químicas e biológicas — deve ser rejeitado, os dois países afirmam no documento que "todos os possíveis esforços devem ser feitos para prevenir uma proliferação nuclear e evitar uma crise nuclear".

Mais cedo, em comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês, a China informou que seu país sempre colocou o Brasil entre suas prioridades diplomáticas e que Pequim reconhece o status e a influência internacional do país.

As declarações, segundo a pasta, foram feitas durante encontro de Wang com Amorim.

No encontro, acrescentou a chancelaria chinesa, Wang também disse a Amorim que a China está disposta a fortalecer a cooperação estratégica com o Brasil e melhorar o posicionamento das relações bilaterais entre os dois países.

(Reportagem de Lisandra Pararguassu)

Notícias