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Investigadores do MP são sequestrados por rebeldes na Colômbia

Rebeldes admitiram que sequestraram os funcionários com uma acompanhante no sábado - JOAQUIN SARMIENTO / 12.abr.2024-AFP
Rebeldes admitiram que sequestraram os funcionários com uma acompanhante no sábado Imagem: JOAQUIN SARMIENTO / 12.abr.2024-AFP

20/04/2024 21h58Atualizada em 21/04/2024 08h10

Dois investigadores do Ministério Público da Colômbia foram sequestrados no sudoeste do país pelo Estado-Maior Central (EMC), maior facção das dissidências das Farc que rejeitaram o acordo de paz de 2016, informaram autoridades neste sábado.

Os rebeldes admitiram que sequestraram os funcionários com uma acompanhante ontem, na zona rural do município de Santander de Quilichao, departamento de Cauca, e que os reféns passam bem.

Segundo os dissidentes, os investigadores "foram surpreendidos em um posto de controle e registro com duas armas carregadas, além de dispositivos eletrônicos para colher informações".

"Esperamos, por meio de órgãos internacionais, que se possam gerar as condições de segurança para a sua libertação", acrescentou a organização.

O Ministério Público condenou "a retenção inaceitável" e pediu "respeito à vida e integridade" das vítimas.

O governo de Gustavo Petro tenta há mais de um ano renegociar a paz com os dissidentes. Uma série de ataques contra civis e a força pública em meio à trégua firmada no fim do ano passado esgotou a paciência do presidente.

Os diálogos começaram a se diluir no mês passado, quando o governo decretou o fim do cessar-fogo bilateral em três departamentos do sudoeste do país, após o assassinato de uma líder indígena pelos rebeldes.

Em 2022, a inteligência militar estimava a força do EMC em cerca de 3.500 combatentes. A organização obtém receita do narcotráfico e da mineração ilegal.

lv/gv/lb

© Agence France-Presse

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