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Opositora de Maduro diz que corre risco de ser presa por nova lei sugerida pelo governo

27.mar.23 - A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado se dirige ao público durante um comício antes das primárias presidenciais em outubro, em Santa Bárbara, estado de Monagas - LEONARDO FERNANDEZ VILORIA/REUTERS
27.mar.23 - A líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado se dirige ao público durante um comício antes das primárias presidenciais em outubro, em Santa Bárbara, estado de Monagas Imagem: LEONARDO FERNANDEZ VILORIA/REUTERS

03/04/2024 20h25

A líder venezuelana María Corina Machado, principal adversária do presidente Nicolás Maduro, mas inabilitada politicamente, alertou nesta quarta-feira (3) que corre o risco de ser presa sem justificativa, em um momento em que o Parlamento discute uma lei "contra o fascismo" que tem como alvo a oposição.

Machado enviou uma carta aos 18 países mais a União Europeia (UE) que participaram de uma conferência sobre a Venezuela em Bogotá, em 25 de abril do ano passado, focada no alívio de sanções em troca de condições eleitorais.

"Minhas equipes em todo o país correm o risco de desaparecimentos forçados e eu mesma poderia ser alvo de uma detenção injustificada", advertiu no texto que publicou em suas redes sociais.

Machado foi muito bem nas primárias da oposição majoritária para ser a candidata nas eleições presidenciais de 28 de julho, mas uma proibição para exercer cargos públicos por 15 anos, que ela rejeita, a impediu de se inscrever no processo.

Sua substituta, a acadêmica Corina Yoris, também não pôde se registrar, o que gerou críticas de governos aliados de Caracas como os do Brasil e da Colômbia.

"Seguem me impedindo de sair do país e até de pegar voos dentro da Venezuela, enquanto muitas das pessoas que apoiam meus atos de campanha são alvo de represálias", denunciou, destacando a prisão de oito colaboradores e a ordem de captura de outros sete, seis deles refugiados na embaixada argentina.

Maduro tachou o partido de Machado de "movimento terrorista" e, no Parlamento, promoveu uma lei para punir "o fascismo", termo que usa normalmente para se referir a opositores e considerado por críticos como uma forma de intimidar a oposição.

O projeto, aprovado em primeira discussão, contempla prisão por até 12 anos e multas de 50.000 a 100.000 dólares (252.000 a 504.000 reais).

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