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Finlândia lamenta morte de menino de 12 anos em ataque a tiros em escola

03/04/2024 08h42

Por Essi Lehto

HELSINQUE (Reuters) - As bandeiras foram hasteadas a meio mastro em toda a Finlândia nesta quarta-feira, enquanto o país lamentava a morte de um menino de 12 anos baleado na escola, com a polícia dizendo que um colega da sexta série era o único suspeito.

Dois outros alunos da escola Viertola, ambas meninas, também com 12 anos de idade, foram gravemente feridas no ataque de terça-feira e estavam sendo tratadas no hospital, informou a polícia em um comunicado.

"A polícia tem uma compreensão preliminar do motivo do ato, mas, por razões investigativas, isso ainda não pode ser confirmado", declarou a polícia.

Os policiais disseram que o suspeito admitiu o ataque a tiros durante uma investigação inicial. Ele foi colocado sob os cuidados dos serviços sociais porque uma criança não pode ser mantida sob custódia.

Depois que a notícia do ataque se espalhou na manhã de terça-feira, pais ansiosos esperaram por horas do lado de fora da escola, enquanto os professores mantinham as portas das salas de aula fechadas para proteger seus alunos e a polícia fazia buscas nos prédios.

O suspeito foi detido a cerca de quatro quilômetros de distância, portando um revólver, segundo a polícia.

O suspeito e o menino morto são cidadãos finlandeses. Uma das meninas feridas também é finlandesa, enquanto a terceira vítima tem dupla cidadania, da Finlândia e de Kosovo.

Os investigadores alertaram as pessoas a não espalharem boatos online.

"Há muitas informações diferentes, em parte incorretas, sobre o que aconteceu... A polícia continua a salientar que espalhar informações incorretas nas mídias sociais é um crime", disseram eles.

Após ataques mortais em escolas em 2007 e 2008, a Finlândia reforçou sua legislação sobre armas em 2010 e introduziu um teste de aptidão para todos os solicitantes de licenças de armas de fogo. A idade mínima para os requerentes também foi aumentada de 18 para 20 anos.

A licença para o revólver usado no ataque desta semana pertencia a um parente do suspeito, segundo a polícia.

Há mais de 1,5 milhão de armas de fogo licenciadas e cerca de 430.000 titulares de licenças no país de 5,6 milhões de habitantes, onde a caça e o tiro ao alvo são populares.

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