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Moraes vota contra 48 recursos de réus do 8 de janeiro que tentam derrubar ações

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes - Reprodução/Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP)
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes Imagem: Reprodução/Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP)

São Paulo

08/12/2023 14h32Atualizada em 08/12/2023 15h29

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira, 8, para negar recursos em que 48 acusados pelo 8 de janeiro tentavam reverter as decisões que os colocaram no banco dos réus pela participação nos atos golpistas que deixaram um rastro de destruição na Praça dos Três Poderes.

As contestações são analisadas em dois julgamentos virtuais que tiveram início à meia noite desta sexta e tem previsão de terminar no próximo dia 15.

Os ministros se debruçam sobre embargos de declaração - tipo de recurso em que os denunciados sustentam ambiguidade, omissões ou contradições em determinada decisão, no caso a de recebimento de denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ao averiguar os argumentos, o ministro Alexandre de Moraes ponderou que não há "deficiências" nas decisões que determinaram a abertura de ações penais contra os 48 denunciados pela PGR. O relator rechaçou incerteza, dubiedade ou obscuridade.

Na avaliação do ministro, os recursos não devem ser acolhidos vez que, "a pretexto de sanar omissões do acórdão embargado, reproduzem mero inconformismo com o desfecho do julgamento".

Moraes ainda frisou que sobrestou as ações penais ligadas ao 8 de janeiro para aguardar o parecer da PGR sobre o oferecimento de proposta de acordo de não persecução penal a parte dos denunciados - possibilidade que foi reconhecida pelo STF posteriormente.

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