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Bolsas de NY fecham mistas, com alívio dos Treasuries e de olho em guerra e economia global

São Paulo

23/10/2023 17h26

As bolsas de Nova York operaram voláteis durante o dia e fecharam sem sinal único nesta segunda-feira, 23. O alívio na escalada dos juros dos Treasuries abriu espaço para uma tentativa de recuperação dos mercados acionários, em meio às incertezas com a economia global e a guerra no Oriente Médio.

O índice Dow Jones recuou 0,58%, aos 32.936,15 pontos, o S&P 500 cedeu 0,17%, aos 4.216,96 pontos e o Nasdaq fechou em alta de 0,27%, aos 13.018,33 pontos.

As bolsas abriram em queda, dando continuidade às perdas robustas da semana passada, de olho também na guerra entre Israel e Hamas. Entretanto, a pressão arrefeceu à medida que os retornos dos títulos soberanos americanos perdiam seu fôlego.

"Assistimos a uma certa recuperação, ajudada por um recuo nos rendimentos dos Treasuries das suas máximas intraday, após um tuíte de Bill Ackman, do fundo de hedge Pershing Square, informando que tinha coberto as suas posições vendidas em obrigações e que a economia dos EUA estava mais fraca do que parecia", apontou o analista-chefe de Mercados da CMC Markets, Michael Hewson, em relatório.

Os comentários do bilionário em tom pessimista (bearish), como descreveu a Navellier em relatório nesta segunda-feira, tende a reforçar a perspectiva de que o aperto monetário tem tido o efeito pretendido na economia, potencialmente livrando o Federal Reserve (Fed) de ter de elevar o juros outra vez.

Em destaque, a ação da Nvidia encabeçou os ganhos do Nasdaq. A gigante de semicondutores fechou com alta de 3,84% após a Reuters reportar que a empresa está desenvolvendo um chip para computadores pessoais com tecnologia da Arm Holdings. A AMD (-1,77%) também estaria fazendo planos parecidos, ainda segundo a reportagem. O papel da Intel caiu -3,06% depois da notícia.

Pfizer subiu 0,62%, após anúncio de compra pela Roche da Telavant Holdings, sua e da Roivant Sciences, por US$ 7 bilhões. Boeing, por sua vez, avançou 0,55%, após informar que espera uma demanda 2 mil aviões pela América Latina nos próximos 20 anos.

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