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Corpo encontrado pelos bombeiros na Billings é de barqueiro desaparecido

Adolfo Souza Duarte, de 41 anos, conhecido como Ferrugem, é presidente da ONG Meninos da Billings - Reprodução/Jornal da Record
Adolfo Souza Duarte, de 41 anos, conhecido como Ferrugem, é presidente da ONG Meninos da Billings Imagem: Reprodução/Jornal da Record
do UOL

Do UOL, em São Paulo

06/08/2022 13h48Atualizada em 06/08/2022 15h07

A Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo confirmou que o corpo encontrado na manhã de hoje pelo Corpo de Bombeiros na represa Billings, na zona Sul de São Paulo, é o do barqueiro Adolfo Souza Duarte, de 41 anos. Duarte estava desaparecido desde a noite da última segunda-feira (1º), quando levou dois casais para um passeio de barco.

Segundo a pasta, o corpo do barqueiro foi encontrado na margem da represa que fica na Avenida Dona Belmira Marin, no Grajaú, e reconhecido por familiares de Duarte. As perícias foram realizadas pelo IC (Instituto de Criminalística) e o IML (Instituto Médico Legal).

A secretaria informou também que o caso foi registrado como morte suspeita, quando as circunstâncias e sinais externos não são capazes de definir a causa da morte.

"Perdi um irmão, vai ficar um vazio muito grande", afirmou o pescador Jair de Oliveira, irmão do barqueiro, em entrevista à GloboNews.

"Eu sei que meu filho faleceu no lugar que ele mais ama, isso me conforta. E é essa lembrança que eu quero ter dele, sorrindo, é essa a imagem do meu filho que eu quero guardar", disse Maria Fernandes, a mãe de Duarte.

Corpo foi encontrado às 8h30

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o corpo do barqueiro foi encontrado hoje por volta das 8h30 e deixado aos cuidados da polícia científica.

Ainda de acordo com os bombeiros, a embarcação que era pilotada por Duarte estava voltando de um passeio quando ele caiu e acabou se afogando.

Na quarta-feira (3), ainda durante a fase de buscas, a corporação disse que a possibilidade de encontrar o ambientalista com vida era pequena.

Delegado descartou crime

Na ocasião, o delegado Marcos Gomes de Moura, do 101º DP, afirmou que a hipótese de algum tipo de crime estava descartada. "Tudo leva a crer que foi um acidente. Abrimos inquérito por homicídio culposo, mas não quer dizer que vai ser isso ao final da investigação. Não posso adiantar muito porque preciso do laudo necroscópico após acharem o corpo", afirmou Moura ao jornal O Estado de São Paulo.

O delegado explicou que Ferrugem, como Duarte era conhecido, recebeu R$ 50 para fazer um passeio com dois casais. "Teve uma festinha dentro do barco, as pessoas beberam cerveja e ele até deixou o pessoal pilotar. E em um momento desses, ele estava dançando na parte de trás do barco e uma outra pessoa estava guiando. Foi aí que teve um solavanco, ele e outra mulher caíram", disse.

Marcos Gomes de Moura acrescentou que após cair, Ferrugem ainda ajudou a moça a subir na embarcação. Mas antes que subisse no barco acabou desaparecendo, podendo ter sido atingido pela hélice do barco ou mesmo afundado.

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