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REPORTAGEM

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Amigos lutam por justiça após ciclista brasileiro ser atropelado na Itália

Brasileiro Marlon Chiumento foi atropelado em Milão enquanto voltava para casa de bicicleta - Acervo pessoal
Brasileiro Marlon Chiumento foi atropelado em Milão enquanto voltava para casa de bicicleta Imagem: Acervo pessoal
Diego Salgado

Repórter do UOL desde 2015, com passagens por Estadão e Portal 2014. Ciclista há 20 anos na cidade de São Paulo, já pedalou por 10 países e atravessou sozinho a América do Sul e a Europa. A Oceania é o próximo desafio.

do UOL

25/05/2022 11h45

Há 102 dias, o brasileiro Marlon Chiumento foi atropelado por um automóvel em uma rua residencial de Milão, na Itália. O motorista fugiu do local, sem prestar socorro. Desde então, Marlon, 39 anos, luta pela vida —ele segue em coma, estável. Pessoas próximas, por sua vez, buscam justiça, pois ainda ninguém foi responsabilizado, e tampouco há avanço na investigação.

O atropelamento aconteceu no dia 12 de fevereiro, quando Marlon voltava para casa ao lado do marido, Thiago Bueno. Na rua, há três câmeras municipais, além de outras privadas. Segundo Thiago e Ana Luiza Magalhães, sócia de Marlon em Milão, uma delas fica a 200 metros do local.

De acordo com a polícia de Milão, como o carro estava em alta velocidade, não foi possível capturar a imagem da placa. No entanto, segundo Thiago, o motorista chegou a parar por 30 segundos antes de fugir. O marido de Marlon ainda frisou que casos como esse, normalmente, são resolvidos rapidamente na cidade.

No dia 20 de abril, 50 dias depois do atropelamento, Thiago, Ana e amigos mais próximos de Marlon, iniciaram uma campanha pelas redes sociais, a fim de sensibilizar autoridades de Milão. No vídeo [assista aqui], Thiago mostra as câmeras na rua onde aconteceu o atropelamento. Um abaixo-assinado também foi criado.

Marlon e Thiago moram em Milão desde 2017. Marlon já havia residido na cidade italiana entre 2001 e 2009. O brasileiro está em estado neurovegetativo. Ele, inicialmente, ficou internado em um hospital de Milão, onde ficou dois meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No dia 13 de abril, foi transferido para outro hospital, com foco em recuperação neurológica, onde permanece. Marlon está fora de perigo, respira sem a ajuda de aparelhos, mas segue em coma. Ele deve passar por novos exames nas próximas semanas.

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