PUBLICIDADE
Topo
Notícias

Notícias

Conteúdo publicado há
1 mês

Coalizão afirma ter matado 165 rebeldes houthis em batalha pela cidade de Marib no Iêmen

17/10/2021 13h06

Riade, 17 Out 2021 (AFP) - A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita no Iêmen afirmou neste domingo (17) que matou mais de 165 rebeldes houthis em ataques ao sul da cidade estratégica de Marib, onde os combates já provocaram cerca de mil mortes nos últimos dias.

Os ataques "destruíram dez veículos militares e mataram mais de 165 elementos terroristas" nas últimas 24 horas em Al-Abdiya, informou a coalizão em um comunicado difundido pela agência oficial saudita SPA.

Há uma semana, a coalizão anuncia diariamente a morte de dezenas de rebeldes nesta região, onde os insurgentes avançam rumo a Marib, o último bastião do governo iemenita no norte do país.

No Twitter, os houthis afirmaram hoje que tinham se apoderado de várias frentes em torno de Marib, entre as quais está a localidade Al-Abdiya. Este distrito foi alvo de ataques aéreos nos últimos dias, que resultaram na morte de cerca de 1.000 rebeldes, segundo a coalizão.

Até o momento, não foi possível verificar esses números de forma independente, e os houthis não costumam informar sobre baixas em suas fileiras.

Al-Abdiya está situada cerca de 100 quilômetros ao sul de Marib, em uma região rica em petróleo e geograficamente estratégica, entre o norte e o sul do Iêmen.

Desde 2014, as forças do governo reconhecido internacionalmente travam uma guerra contra os houthis, que são apoiados pelo Irã e controlam boa parte do norte do país, com a exceção de Marib.

Desde 2015, a coalizão militar dirigida pelos sauditas oferece ajuda às forças pró-governo em sua luta.

Em sete anos de guerra, dezenas de milhares de pessoas, a maioria civis, morreram e milhões tiveram que abandonar seus lares, segundo as organizações internacionais.

A comunidade internacional busca, em vão, uma solução pacífica para o conflito, que provocou a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU. Quase 80% da população iemenita depende de ajuda humanitária para sobreviver.

bur-aem/hj/erl/mb/rpr

Notícias