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Boeing revela novo defeito de fabricação no modelo 787 Dreamliner

14/10/2021 12h17

A fabricante americana de aviões Boeing confirmou nesta quinta-feira (14) que detectou um defeito de fabricação no 787 Dreamliner de longa distância, um modelo já afetado por problemas técnicos. Peças de titânio da aeronave não respondem às normas de resistência exigidas para os 787 construídos nos últimos três anos.

A fabricante americana de aviões Boeing confirmou nesta quinta-feira (14) que detectou um defeito de fabricação no 787 Dreamliner de longa distância, um modelo já afetado por problemas técnicos. Peças de titânio da aeronave não respondem às normas de resistência exigidas para os 787 construídos nos últimos três anos.

"Recebemos uma notificação de um fornecedor sobre algumas peças que não foram construídas corretamente", disse um porta-voz da Boeing. "Uma investigação está em curso, mas consideramos que não há perigo imediato para a segurança da frota de aviões em serviço", acrescentou. "As aeronaves que ainda não foram entregues serão reorganizadas de maneira correta antes da entrega aos clientes", afirmou o porta-voz.

Este não é o primeiro incidente com o 787 Dreamliner. Outros problemas de fabricação foram detectados no ano passado em uma parte da fuselagem e no estabilizador horizontal. Em meados de julho, a Boeing anunciou que encontrou outra falha no nariz da aeronave, o que obrigou a empresa a suspender as entregas e reduzir a produção.

A segurança dos aviões da Boeing está no centro das preocupações do regulador aéreo americano, a Federal Aviation Administration (FAA), especialmente desde os dois acidentes em pequeno intervalo de tempo com o 737 MAX, que mataram 346 pessoas em 2018 e 2019.

De acordo com o Wall Street Journal, a FAA também abriu uma investigação em 18 de agosto sobre possíveis violações dos padrões de qualidade da Boeing em sua divisão de aeronaves comerciais. O regulador acusa o fabricante de ter permitido que funcionários não qualificados aprovassem os controles de qualidade.

As ações da Boeing chegaram a perder 1,25% na Bolsa de Nova York, recuando para US$ 219 nesta quinta-feira (14).

(Com informações da AFP)

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