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UE quer proibir venda de produtos feitos com trabalhos forçados

Imagem para uso em chamadas sobre trabalho escravo, escravidão, semiescravidão, trabalho forçado - Mario Tama/Getty Images/AFP
Imagem para uso em chamadas sobre trabalho escravo, escravidão, semiescravidão, trabalho forçado Imagem: Mario Tama/Getty Images/AFP

15/09/2021 10h11Atualizada em 15/09/2021 10h40

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta quarta-feira (15) que o órgão vai propor a proibição da venda de produtos advindos de trabalho forçado no mercado europeu. Além disso, ela anunciou o lançamento de uma estratégia chamada de "Ponte Global".

Ressaltando que o novo projeto visa "investir em infraestruturas de qualidade, ligando bens, pessoas e serviços em todo o mundo" e que quer "criar ligações e não dependências", a líder do Executivo ressaltou que a estratégia adotará uma "abordagem baseada em valores, oferecendo transparência e boa governança aos nossos parceiros".

"Gostaria, porém, de ser muito clara. Fazer negócios em todo o mundo, o comércio mundial? tudo isso é bom e necessário. Mas, nunca pode ser feito em detrimento da dignidade e da liberdade das pessoas. Há 25 milhões de pessoas em todo o mundo que realizam trabalho forçado devido a ameaças ou coação. Nunca poderemos aceitar que sejam obrigadas a fabricar produtos e que estes acabem depois à venda em lojas na Europa", ressaltou aos presentes.

"Por isso, vamos propor a proibição da colocação no nosso mercado de produtos fabricados por trabalho forçado. Os direitos humanos não estão à venda, a preço algum", destacou ainda.

O assunto está bastante latente nos debates europeus por conta do acordo de investimentos UE-China, que está paralisado no Parlamento Europeu há alguns meses esperando a ratificação. Os europarlamentares acusam Pequim de explorar a minoria uigur na província de Xinjiang tanto no sentido do "genocídio cultural" como na exploração de mão de obra.

Em dezembro de 2020, no anúncio do acordo entre os líderes do bloco e da China, após sete anos de negociações, o tema foi abordado com o compromisso chinês de "acabar com o trabalho forçado".

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