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Talibãs agradecem a promessa de ajuda financeira internacional ao Afeganistão

15/09/2021 02h58

Cabul, 14 set (EFE).- Os talibãs, que governam atualmente o Afeganistão, se manifestaram nesta terça-feira sobre o compromisso da comunidade internacional de enviar mais de US$ 1 bilhão para o país, para tentar combater a grave crise humanitária, que vem piorando após a mudança de regime.

"Agradecemos a ajuda anunciada em Genebra e queremos que continuem essas ajudas, por um lado, para dar apoio ao povo do Afeganistão, e por outro, para auxiliar com a segurança, estabilidade e a grande transformação que se busca fortalecer", disse Amir Khan Muttaqi, novo ministro do Interior do país.

A Conferência do Afeganistão, realizada ontem na Suíça, sob a organização da ONU, teve a participação dos ministros de Relações Exteriores de uma centena de países e conseguiu a promessa de auxílio financeiro, inclusive, de US$ 64 milhões dos Estados Unidos.

O montante total, inclusive, ultrapassou a meta fixada inicialmente, que foi de US$ 600 milhões.

Os talibãs consideram a promessa de ajuda como um sinal positivo da comunidade internacional para o país, que empobreceu e ficou devastado por décadas de guerra.

"Nossa esperança é que essa assistência continue no futuro. Damos boas-vindas e agradecemos esse apoio e cooperação. Sem dúvidas, essa assistência pode ter um impacto positivo para resolver e diminuir os problemas econômicos dos nossos compatriotas", disse à Agência Efe Bilal Karimi.

"Nossos líderes políticos estão tentando atrair mais ajuda e cooperação internacionais", completou a fonte.

Muttaqi, por sua vez, destacou a "boa vontade" mostrada pelos talibãs para o restante do mundo, após a vitória na guerra interna, que resultou na tomada de poder, após a retirada das tropas dos EUA e da Otan do território afegão.

O ministro lembrou que os talibãs ofereceram um corredor seguro para a saída de estrangeiros a partir do aeroporto de Cabul, gesto que, segundo ele, foi respondido por Washington com "castigo à riqueza e ao dinheiro da população, com congelamento.

Muttaqi se referiu ao bloqueio de ativos líquidos e das reservas afegãs depositadas nos Estados Unidos, feito por organizações internacionais, logo depois que o grupo fundamentalista tomou o poder.

"Como um grande país, devem ter muita paciência, não deveriam se comportar assim com um país pobre como o Afeganistão. Queremos relações positivas e mútuas com a comunidade internacional. Pedimos que não façam mais pressão sobre os afegãos", disse o ministro.

"Deveríamos tentar ir na direção positiva e tomar o caminho da diplomacia e das relações econômicas. A estabilidade e a segurança do Afeganistão, são a segurança do mundo", completou.

Além disso, Muttaqi reafirmou o compromisso dos talibãs de respeitar "todos os princípios internacionais, sempre que estes não estejam em contradição com os princípios islâmicos e os interesses nacionais afegãos".

Até o momento, a comunidade internacional não reconheceu o novo regime dos talibãs no Afeganistão, apresentando muitas preocupações, principalmente, sobre os direitos humanos no país, especialmente, de mulheres e crianças.

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