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Governo do Reino Unido anuncia dose de reforço da vacina contra a covid-19

15/09/2021 04h24

Londres, 14 set (EFE).- O governo do Reino Unido anunciou nesta terça-feira que será disponibilizada dose extra de vacina contra a covid-19 para pessoas com mais de 50 anos, trabalhadores da saúde, funcionários de asilo, como forma de reforçar a imunidade contra a doença.

A decisão foi tomada após o Executivo britânico, liderado pelo primeiro-ministro, Boris Johnson, receber o sinal verde do grupo de assessoramento formado por especialistas na área, que recomendaram a utilização da vacina produzida em conjunto pelos laboratórios Pfizer e BionNTech.

Além disso, a equipe que auxilia o governo nas medidas de prevenção e combate ao novo coronavírus, indicou ser seguro que a administração da dose de reforço contra a covid-19 seja feita ao mesmo tempo da vacina contra a gripe, que é anualmente oferecida no Reino Unido no inverno.

O governo informou ainda que, as pessoas dentro do grupo de vulneráveis, assim como qualquer outra de 16 a 65 anos que tenha risco em caso de infecção pelo novo coronavírus, também terão direito de receber e dose de reforço.

As vacinas da AstraZeneca, Pfizer e Moderna foram consideradas seguras para a terceira dose, no entanto, especialistas recomendaram a segunda, por considerá-la melhor tolerada e de melhor resposta ao ser utilizada como reforço.

O agente imunizante desenvolvido pela farmacêutica americana poderá ser utilizado, inclusive, para quem já recebeu a aplicação de duas doses da AstraZeneca anteriormente.

De acordo com o plano do governo, estará apta a receber a vacina pela terceira vez a pessoa que teve injetada a segunda há seis meses.

Os especialistas avaliarão, no momento em que tiverem em mãos dados suficientes, a ampliação da aplicação da dose para o restante da população.

Hoje, o subdiretor médico da Inglaterra, Jonathan Van-Tam, lançou um alerta, em entrevista coletiva, afirmando que o país deverá ter um inverno "duro", ao falar à população que a pandemia da covid-19 ainda "está ativa".

Ainda nesta terça-feira, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deverá fazer pronunciamento com detalhes das medidas para os próximos meses que visam conter a propagação do novo coronavírus, também em entrevista coletiva.

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