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Biden mantém 'total confiança' em comandante militar que questionou Trump

15/09/2021 15h59

Washington, 15 Set 2021 (AFP) - A Casa Branca disse nesta quarta-feira (15) que o presidente Joe Biden mantém "total confiança" no chefe do Estado-Maior Conjunto, após tomar conhecimento que ele entrou secretamente em contato com a China preocupado com a saúde mental de Donald Trump.

"O presidente tem total confiança em sua liderança, seu patriotismo e sua fidelidade à nossa constituição", afirmou a repórteres a secretária de imprensa Jen Psaki, em referência ao general Mark Milley.

Segundo o novo livro "Peril" (Perigo), dos jornalistas Bob Woodward e Robert Costa, Milley ficou tão alarmado em janeiro com o estado mental do então presidente Trump que tomou medidas secretas para evitar que ele provocasse uma guerra com a China.

De acordo com trechos publicados pelo The Washington Post e a CNN, Milley ordenou a seus colaboradores que não agissem imediatamente se Trump desse qualquer passo para usar o arsenal nuclear e, além disso, chamou um general chinês para tranquilizar Pequim.

O livro indica que Milley telefonou duas vezes para o colega chinês, general Li Zuocheng: em 30 de outubro, dias antes da eleição, e em 8 de novembro, dois dias depois que apoiadores de Trump invadiram o Congresso dos Estados Unidos. Nessas ligações, Milley procurou assegurar à China que a retórica de Trump não levaria a ações militares.

Psaki não confirmou os relatos, mas disse se tratar de um momento em que Trump "fomentou motins que levaram a uma insurreição e a um ataque à capital de nossa nação em 6 de janeiro... Um dos dias mais sombrios da história de nossa nação".

Naquele dia, os apoiadores de Trump invadiram o Capitólio durante uma sessão destinada a certificar a vitória de Biden nas eleições de novembro, obrigando os legisladores a suspender a sessão e fugir do recinto.

Os republicanos foram rápidos em atacar Milley, e o senador Marco Rubio pediu que Biden demitisse o general.

Defensor de Trump, Rubio alegou que Milley "trabalhou para minar ativamente o comandante-em-chefe das Forças Armadas dos Estados Unidos e contemplou um vazamento traiçoeiro para o Partido Comunista Chinês de informações classificadas".

"Essas ações do general Milley mostram uma falta clara de bom senso e lhes peço que o demitam imediatamente", disse o senador em carta ao presidente.

O porta-voz de Milley, coronel Dave Butler, indicou em um comunicado que as ligações de Milley para seu homólogo chinês eram parte normal de suas funções.

"Suas chamadas com os chineses e outros em outubro e janeiro se deram em linha com esses deveres e responsabilidades, transmitindo tranquilidade para manter a estabilidade estratégica", afirmou.

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